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invasão brutal no maracanã

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    Sobre a invasão brutal da Aldeia Maracanã, no Rio de Janeiro, Brasil, pela tropa de choque da Polícia Militar, com o  objectivo de desocupar o prédio, recebemos, da Organização Anarquista Terra e Liberdade, a informação que se segue e o apelo à solidariedade com a Aldeia Maracanã.    Recebemos também um apelo à subscrição do abaixo-assinado de Devolução do Museu do Índio no Rio de Janeiro aos indígenas.          ------------------------------------   Rio de Janeiro, Brasil. No dia 22/03/13 às 03:00, a polícia cercou o antigo prédio do Museu do Índio, rebatizado pelos indígena de Aldeia Maracanã, que fica ao lado do Estádio Maracanã, que sediará a Copa de 2014. Ha ha 6 anos por diversas etnias indígenas e suas famílias, a ocupação do prédio visava construir um centro de referência da cultura indígena controlado pelos próprios indígenas, e também planejavam a criação de uma Universidade Popular Indígena, a...

até a tesão!

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com as medidas políticas implementadas por este governo: obrigar os nossos jovens a emigrarem daqui para fora, passe o pleonasmo, e os privilégios concedidos aos ricaços da europa do norte para se fixarem por cá, daqui a três ou quatro anos, vamos a qualquer praia deste país, especialmente no algarve, e ao invés de arregalarmos os nossos olhos num belo corpo jovem, vamos apenas ver velhos badochas com as gorduras a caírem dos biquinis e calções com as tatuagens já a desfazerem-se. ate´a tesão nos roubam, porra

protestamos para quê?

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em frança, jovens dos bairros periféricos, ou os esquecidos de deus, manifestaram-se violentamente incendiando carros nas ruas. na grécia, já se fizeram cerca de 30 greves gerais e as manifestações prosseguem ao ritmo de cada dia e com cariz violentíssimo. em espanha e em portugal, manifestantes de todas as idades, etnias e convicções políticas tem enchido ruas e praças em muitas cidades. para mudar o quê? em frança, realizaram-se eleições, ganhou o partido socialista e hollande foi eleito presidente prosseguindo uma política com raras nuances da política seguida por sarkozy. na grécia, as eleições contemplaram alguns dos responsáveis pelo seu afundamento, a direita que trouxe mais cortes e austeridade. em espanha também ganhou a direita agravando ainda mais a impopular política de zapater e pois claro, mais cortes e austeridade. agora, na itália, assistimos incrédulos ao regresso de berlusconi em grande, legitimado pelo voto popular. em portugal, volto a ...

dêmos-lhes com a Grândola

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eles tomam as medidas mais abstrusas e penalizadoras sem nos passarem cartuxo. agora, coitadinhos que estão a ser vítimas de seres vis, impiedosos, intolerantes que os não deixam falar, entoando a "Grândola Vila Morena". este mês, entre acertos de irs (com retroativos, novidade histórica, nenhuma democracia até hoje tinha ousado tomar impostos com retroatividade) roubaram-me 400€, entre impostos e dias que estive doente e além de padecer na cama ainda fiquei sem salário e tive que pagar ao médico e comprar os medicamentos. mal por mal, deixassem-me pagar em prestações, mas não, foi todinho roubado logo ali e contado, nem lhe pus o cheiro. depois nós é que somos intolerantes. dêmos-lhes com a Grândola nas fuças, até terem a dignidade do ex 1º ministro búlgaro, demitam-se!

o nosso titanic

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nos filmes e documentários que pude ver elaborados sobre a tragédia do navio "titanic", mais romance menos romance, as imagens que mais me impressionaram, foram aquelas da orquestra, enquanto todo o navio se desmorona à sua  volta, em que os músicos continuam impassíveis mas com certeza pouco serenos e não seguros, a tentar executar a sua música. não sou especialista mas calculo que nenhuma outra orquestra terá tocado tão desafinada como aquela, apesar da excelência de todos os músicos que a compunham. estas imagens fazem-me pensar em portugal e na situação por nós atualmente vivida e levam-me ao comparar o país ao "titanic", a desfazer-se por todos os lados. nós, portugueses, somos os passageiros, cada qual a tentar safar-se o melhor que pode, ao governo e seus ministros, fica reservado o papel da orquestra, continua a tocar, desafinada, impassível, pouco serena, mas não faz mal porque também já ninguém os ouve!

Francisco José Viegas

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em português, como tão bem me ensinou o Dr. Barrocas, escola industrial e comercial de portalegre, a expressão usual é mesmo "vai levar no cu!" não é necessário alguém dedicar-se muito aos temas da política para concluir que vivemos um mom ento único na História portuguesa de divórcio entre os governantes e os governados. os primeiros ignoram os segundos, estes mimam com o calão mais vernaculoso os primeiros. nem é necessário deslocar-se a manifestações e ouvir o que proferem os transportam escrito em cartazes os manifestantes mais radicais, ou indignados para percebermos que ao desprezo que os governantes revelam pelos governados, estes não tem pejo em demonstrar desrespeito por eles. rezam as crónicas, de estrangeiros, para sermos imparciais, aquando do regicídio de D. Carlos e do filho, em 1908, que o que mais os impressionou não foi o ato em si mas a indiferença, perante o acontecido, demonstrada pelas pessoas. hoje, o que releva aos sentidos de quem assiste, não é o foss...

é a vida

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por ser verdade, me assumo e divulgo: sei que não sou uma pessoa fácil, mas também estou longe de ser homem de trato complicado. as complicações tenho-as na cabeça, na ordem das ideias. confesso que politicamente tenho uma posição dificil de defender e de me movimentar. estou assim só,  num caminho solitário. situo-me entre o trotskismo da IV internacional e o anarco-sindicalismo da cnt. do trotskismo separa-me a questão do partido único, dos anarquistas a organização social. dos primeiros penso que o partid0o único conduzirá inevitavelmente a uma ditadura totalitária, dos segundos, a falta de uma estrutura social forte, chame-se estado ou outra coisa qualquer, levará inevitavelmente ao domínio dos mais fortes sobre os mais fracos. são duas lições que retirei da História. entre estas nuvens duvidosas do pensamento e a falta de certezas que completassem o puzzle das minhas dúvidas, surgiu-me no horizonte o bloco de esquerda como uma organização política aparentemente afe...