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feira do livro

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Não há amor

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Não há amor Se houvesse amor Não estava aqui só Sentado nesta praia de brumas Batida pelo mar e pelo vento norte O tanto amor que te tenho Tinha-te curado da morte E estavas aqui pequena Enrolada nos meus braços Aninhada ao sol A perder o olhar pelo infinito azul Ou tinhas-me levado contigo E o profundo nada faríamos tudo Houvera amor Não estaria agora a recriminar-te Por culpas que não tens Por me deixares remoer a dor da ausência Morreste-me Queria morrer contigo Houvesse amor O amor salvava Não há amor. jaime crespo

Sessão de apresentação de texturas diversas

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ASSIM FALA JOAQUIM CASTANHO

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."Na serena sabedoria dos avós se encerra a chave do futuro" – página 126 Escorrendo generosidade e e alentejaníssimo sentir, chegou-me recentemente às mãos um livro (Coleção Palavras Soltas, da CHIADO EDITORA, Lisboa, 142 páginas), que, não obstante a frugalidade no tamanho é de recheada compleição semântica, com autoria do meu amigo JAIME CRESPO , intitulado TEXTURAS DIVERSAS . Conjunto de palimpsestos em trânsito, uns na direção conveniente, ainda que em contramão, outros no sentido imprevisto, mas na faixa da oportunidade, além dessoutros que trazem colados a si – nas entrelinhas da intertextualidade –, embora que já expeditos, emancipados e desmelindrados, as parras (folhas) impressas das quais rejuvenesceram, porquanto se podem discernir como pinceladas impressionistas de recordação sobre a lona esmaecida da grande tela do tempo; alguns vêm do passado (mais ou menos remoto) fitando o futuro, apenas fazendo escala na atualidade para ganhar balanço, e outros, partem do ...

Acerca de TEXTURAS DIVERSAS

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A modo de posfácio que é maneira de visitar Macau nos espaços realistas do autor que pintor com palavras nos leva a recordar sítios e modos de viver. Seguimos pela odisseia pessoal e política peregrina da liberdade que chega aos limites e abandona uma certa poligrafia de consciências resta a solidariedade. Visitação dos quotidianos em salpicos de cinematografia em fotomaton e deambulação literária por autores nesta abobadada terra portuguesa. Tema genérico é a literatura apologista duma ars magna hedonista que o próprio autor vai revelando pelas odoríferas ruas do Oriente e nos impressiona num repentino surgimento de poemas reveladores duma natureza de sensibilidade poética. Em finalização da obra temos os 10 cantos do Oriente com assinatura portuguesa em quadros sucessivos de grande cromatismo e «onde os pássaros dentro da gaiola são levados a passear e cantam». Resta-nos referenciar a «pátria dos poetas a pátria da liberdade», liberdade omnívora de infinitas essencialidades que já no...

Adoro a sua maneira de escrever

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Já recebi o seu livro . Obrigada. Adoro a sua maneira linda de expor as suas ideias literárias. Continue porque precisamos de grandes autores como o Sr. Beijinhos e seja muito feliz em todos os parâmetros da sua vida." Mariposa Santos

Oração do 10 de junho, dia da raça, pelo escriba da nação

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Portuguesas e portugueses: Muito obrigado José Cruz, pelo menos uma vez na vida foste brando para com o criminoso. Boa tarde a todos e muito obrigado pela gentileza da vossa presença. Heliogábalo, imperador romano entre 218 e 222 d.C., nunca quis tal cargo, foi empurrado para ele apenas com 14 anos, pela sua avó, diz-se que quando entrou na sua quadriga, em Roma, para ser aclamado imperador, o terá feito de costas, uma vez que era homossexual, ele entrava assim, não para possuir a cidade, mas para que a cidade o possuísse a ele. Eu estou de frente, mas também não quero possuir ninguém, apenas, se puder ganhar alguns leitores. Vou iniciar com uma citação, as citações são como organizadores morais do pensamento, esta de alguma maneira resume uma parte do meu pensamento e encontrei-a, deslumbrado, há dias ao folhear um velho livro. Estava ali. Está aqui: “Mas a linha que separa o bem do mal atravessa o coração de todas as pessoas… Essa linha é móvel, oscila den...