DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

sábado, 19 de julho de 2014

redescobrir as aventuras dos cinco e dos sete sem cair no bando dos quatro

os cinco e o tesouro perdido, pelo acólito do diácono remédios (figura interpretada por herman josé)
o dr. francisco louçã, com o seu ar seráfico, transformou-se no acólito das esquerdas (como ele diz, no plural) e na falta do padre é ele que diz a missa nas noites de 6ª feira. a mim chegou-me ver uma vez.
o que a desagregação do bloco de esquerda demonstra é que com estalinistas não se vai a lado nenhum, ou melhor, os desatentos vão alegremente para a frente de um qualquer pelotão de fusilamento.
o dr. louçã, qual mercader (o assassínio de trotski) diz-se trotsquista mas não passa de um arreigado estalinista.
aqueles que se aperceberam disso, deixaram o bloco, ficaram lá os estalinistas e os sete na sua aventura de ingenuidade.
daí ter toda a lógica o bloco não se querer reunir com o livre mas salivar ao ser recebido pelo pcp.
mas esta é uma união espúria, no pcp podem ser estalinistas mas são cultos e alguns leram a tragédia do rei édipo. cunhal foi tradutor de shakespeare, sabem bem do que é o filho matar o pai, mesmo que seja um filho bastardo como é o bloco e está devidamente prevenido.
o camarada jerónimo já tem idade para não embarcar em brincadeiras de cachopos.


(EX)CITAÇÕES POLITICAMENTE (IN)CORRETAS SOBRE O POLITICAMENTE CORRETO:

(EX)CITAÇÕES POLITICAMENTE (IN)CORRETAS SOBRE O POLITICAMENTE CORRETO:
DEDICATÓRIA: especialmente dedicadas ao meu amigo José Mário Pires, inicio agora, uma série de postagens dedicadas ao tema do "politicamente correto.
era para escrever um texto sobre o dito tema, mas hoje doem-me as costas, amanhã não posso que joga o Sporting, depois de amanhã não dá que vou à dos meus pais, enfim, as 1003 desculpas que inventamos para não fazermos népia e ficarmos refastelados no sofá a ver séries em série (no meu caso).
e depoi, para quê escrever o que já foi escrito?

1. (de Luiz Felipe Pondé, a introdução ao livro "guia politicamente incorreto da filosofia":
este não é um livro de história da filosofia, mas sim um ensaio de filosofia do cotidiano, mais especificamente um ensaio de ironia que dialoga com a filosofia e sua história, movido por uma intenção específica: ser desagradável para um tipo específico de pessoa (que espero seja você ou alguém que você conhece), ou, talvez, para um tipo de comportamento (que, espero, seja o seu ou o de algum amigo seu).

este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamente correto.


verão frio, verão quente

verão frio, verão quente
vai frio este verão, meus ossos, minha carne, minhas veias, minha pele, meu corpo anseia pelo verão quente.
o coração gela e nada há que o aqueça.
tenho saudades da canícula alentejana, do ar que estala a pele, da sesta fresca, por detrás de grossas paredes de pedras caiadas de branco e debruadas de azul ou amarelo. da sesta que dá argúcia ao pensamento e aclara as ideias. da sede matada em água fresca num cântaro de barro.
verão quente…
no vídeo abaixo, Zeca Afonso pergunta “onde estão as novas gerações? Estão a curtir uma de quê?”. Zeca, sei que foste boa pessoa e dizem-me, os que te conheceram, que ingénuo até. Não viste, ou ignoraste, que este país não tem gerações, tem apenas uma amálgama de novos e velhos que se “indignam sossegados” (Miguel Torga).
este é o fado nosso de cada dia.
não sei se no concerto de onde foi retirado o vídeo, se noutro concerto no coliseu, Zeca Afonso, ao introduzir Fausto em palco, recorda memórias passadas e referia “dos tempos do saudoso prec, do sempre saudoso e nunca desmentido prec”.
há tempos, o camarada Jerónimo também dizia “estamos a viver um novo prec, só que este é ao contrário, é o prec dos ricos”.
o Zeca já lá está, posto em sossego, alguém avise o camarada Jerónimo que nunca houve prec dos pobres, aqui e em toda a parte todos os precs foram dos ricos, senão de uns de outros e na falta de todos lá estava o Estado, esse avô cavernoso, a zelar pelos bens dos ricos.
os pobres, quanto muito, tiveram direito a três dias, mal medidos, de festa na aldeia: fato domingueiro, chapéu ou lenço novos, com missa, procissão, peditório com banda filarmónica, foguetório, copos de vinho e laranjada, jogo do belho na tasca do chico antonho, tourada à vara larga, arraial até de madrugada, atuação do José Cid ou do marco Paulo, a meio espectáculo de fogo preso, cumprimentam-se os compadres, visitam-se as comadres.
mas, finda a ilusão ou bebedeira, o prec continua a ser dos ricos. essa é que é Eça!
Ai que saudades tenho do verão quente…
… e já agora, com um prec a sério, um PREC que fosse do povo, aquele que devia ser “quem mais ordena”.


http://youtu.be/ZUEeBhhuUos

sábado, 10 de maio de 2014

A OBRA SUJA DO PASSOS


Passos oferece a guia de marcha para a construção de um país imergente

Enquadramento global
A dívida reduziu-se?
A nebulosa das incertezas
Juros da dívida, a continuidade
O saldo primário, o grande indicador do empobrecimento
O tesouro do Passos 
                                                        (se gostarem, divulguem)

Texto disponível em:





-- 
GRAZIA  TANTA

Faleceu Júlio Lourinho


não se devia morrer assim!

a morte é mais morte quando nos toca perto, quando nos leva alguém que amávamos, gostávamos, um estimado amigo...
nem me refiro ao sofrimento e dor que muitos arrastam anos, até ao fatal momento. muito menos à mágoa e saudade que afeta os que por cá vão permanecendo.
reporto-me à injustiça que é o estar vivo num momento, para logo no seguinte falecer. assim, sem mais nem o quê.
todos devíamos ter o tempo necessário para nos despedirmos dos que amamos, gostamos, somos amigos.
assim, do jeito que se morre, sinto-me defraudado. sei que todas as despedidas são penosas. a morte ainda mais pois é a derradeira.
mas ainda assim, prefiro a dor da despedida que carregar o pesado fardo do que ficou por dizer no último adeus.
e tanto que deixámos por dizer-nos, querido amigo Júlio...
tantos conselhos que deixáste de me dar, tanta história que deixei de te contar, tantas recordações de macau que ficaram no esquecimento.
sei, em portalegre, que tinhas a fama de estroina. quão enganados os que pensaram assim...
recordo, já com saudade, que trouxeste de macau, a minha filha, então com 3 anos de idade, até tolosa para que os avós conhecessem a neta... não é para qualquer um. nem o ato que praticaste, nem a confiança, depositada em ti, do único bem precioso que possuo. só por isso, já estarias guardado num local bem central do meu coração, até que ele se engasgue num último suspiro.
mas fomos muito mais que isso.
lamento este adeus de um lado só.
assim que a morte, apenas salda as dívidas para com os nossos inimigos.




com os amigos, o saldo continua em aberto.
até sempre, comandante!

segunda-feira, 28 de abril de 2014


da civilização à barbárie
de acordo com uma corrente da História, a humanidade e os seus valores terão efetuado um percurso que a trouxe da barbárie para a civilização.
lendo e ouvindo, hoje em dia, alguns apóstolos da competitividade, sacralizando-a-a como valor fundamental e primordial da condição humana, leva-me a imaginar o que será uma sociedade com a competitividade como valor mais alto e todos os restantes códigos de conduta a ela submetidos: uma sociedade que acabará em autofagia.
pelos indícios do que vou observando na realidade, o salve-se quem puder, o subir na vida por qualquer preço, o atropelo a tudo, a todos a direitos básicos e fundamentais da condição humana, historicamente falando, aparentasse-me que o caminho inverso, de forma mais subtil ou mais descarada, já teve o seu início: a humanidade começa a caminhar da civilização para a barbárie.

domingo, 27 de abril de 2014

1º de Maio - Concentração no Rossio


1º de Maio - Concentração no Rossio

Quinta-feira, 1 de Maio às 15:30

Primeiro de Maio: Dia Internacional dos Trabalhadores

Este é o dia em que se comemoram as lutas de todos os trabalhadores de todo o mundo. No entanto, que temos nós para comemorar? O aumento do desemprego? A facilidade dos despedimentos? O trabalho precário? As medidas de "austeridade"?

As confederações sindicais, organizadas segundo um sindicalismo burocrático, revelam ser incapazes de conduzir com sucesso a luta dos trabalhadores contra a classe capitalista que lucra com a nossa miséria.

São necessárias novamente as formas de luta que no passado conquistaram as 8 horas de trabalho, como a acção directa, o boicote, a greve, e a sabotagem. É necessário o sindicalismo revolucionário, organizado pelos trabalhadores de forma assembleária, que não se rende à vontade dos patrões, e que não pára até atingir o seu objectivo final: a emancipação dos trabalhadores.

Contra a "festa" da miséria! É preciso sair à rua, construir alternativas, recuperar as nossas vidas!
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