DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

segunda-feira, 28 de abril de 2014


da civilização à barbárie
de acordo com uma corrente da História, a humanidade e os seus valores terão efetuado um percurso que a trouxe da barbárie para a civilização.
lendo e ouvindo, hoje em dia, alguns apóstolos da competitividade, sacralizando-a-a como valor fundamental e primordial da condição humana, leva-me a imaginar o que será uma sociedade com a competitividade como valor mais alto e todos os restantes códigos de conduta a ela submetidos: uma sociedade que acabará em autofagia.
pelos indícios do que vou observando na realidade, o salve-se quem puder, o subir na vida por qualquer preço, o atropelo a tudo, a todos a direitos básicos e fundamentais da condição humana, historicamente falando, aparentasse-me que o caminho inverso, de forma mais subtil ou mais descarada, já teve o seu início: a humanidade começa a caminhar da civilização para a barbárie.

domingo, 27 de abril de 2014

1º de Maio - Concentração no Rossio


1º de Maio - Concentração no Rossio

Quinta-feira, 1 de Maio às 15:30

Primeiro de Maio: Dia Internacional dos Trabalhadores

Este é o dia em que se comemoram as lutas de todos os trabalhadores de todo o mundo. No entanto, que temos nós para comemorar? O aumento do desemprego? A facilidade dos despedimentos? O trabalho precário? As medidas de "austeridade"?

As confederações sindicais, organizadas segundo um sindicalismo burocrático, revelam ser incapazes de conduzir com sucesso a luta dos trabalhadores contra a classe capitalista que lucra com a nossa miséria.

São necessárias novamente as formas de luta que no passado conquistaram as 8 horas de trabalho, como a acção directa, o boicote, a greve, e a sabotagem. É necessário o sindicalismo revolucionário, organizado pelos trabalhadores de forma assembleária, que não se rende à vontade dos patrões, e que não pára até atingir o seu objectivo final: a emancipação dos trabalhadores.

Contra a "festa" da miséria! É preciso sair à rua, construir alternativas, recuperar as nossas vidas!
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AIT-SP / Núcleo de Lisboa
Apartado 50029
1701-001 Lisboa
PORTUGAL
Tel. +351 96 847 62 69

Cara comunidade

Cara comunidade, Sou bastante grato à confiança que os doadores da Avaaz colocam em nós, todos os meses, e quero ter a certeza de que vocês sabem o que acontece após tomarem a importante decisão de ter esperança e realizar uma doação! Por exemplo – dêem uma olhada nisso: Estamos comprando uma floresta! Mais de 90 mil dentre nós doaram o suficiente para arrecadar $1 milhão de dólares para entidades de conservação como o Rainforest Trust, que comprará as terras, assim conectando duas áreas de proteção ambiental essenciais para a floresta de Borneo e garantindo que os orangotangos possam continuar a viver no planeta conosco. Eu amo esse trabalho :) Essas duas garotas incríveis são outro exemplo: Yamama e sua prima Hayat são refugiadas da guerra da Síria, mas continuam indo à escola em parte porque nossa comunidade arrecadou $1 milhão de dólares em um desafio feito aos países com programas de ajuda humanitária com o propósito de evitar que uma geração de crianças na Síria perdesse o acesso à educação. Acabamos de saber que os governos toparam nosso desafio de depositar 100 dólares para cada 1 que arrecadamos!! O enviado da ONU para educação, Gordon Brown, considerou nossa iniciativa "excelente" e "importante para pressionar os governos a doarem." Como terceiro exemplo, conheça a Gaby: Gaby Lasky é uma advogada israelense que trabalha com líderes do movimento sem violência da Palestina. Ela e sua equipe incansável defendem centenas de ativistas pacifistas contra acusações forjadas. Nossa comunidade doou uma quantia de $225 mil dólares para o trabalho feito por Gaby! Há muitas outras histórias para contar, mas o principal tema de interesse dos doadores em nossa comunidade são as mudanças climáticas... Esse é o Embaixador do Clima das Filipinas, Yeb Sano, entregando uma petição da Avaaz para os negociadores do clima do mundo. Nossa campanha sobre as mudanças climáticas, que tem o apoio de dezenas de milhares de doadores mensais, conta com uma grande equipe que trabalha dia e noite para pressionar nossos governos a fazerem algo sobre a maior crise de nossa era. Clique aqui para ler os relatos da nossa equipe do clima e o trabalho que tem sido feito para salvar nosso mundo. Mas não é apenas o dinheiro que doamos enquanto uma comunidade, mas COMO arrecadamos esse dinheiro é o que faz da Avaaz uma força ímpar para as boas causas do nosso planeta. Vejam 3 coisas que tornam a nossa comunidade especial: A comunidade é quem decide. Nós não aceitamos nenhuma quantia (nunca!) de governos, corporações, fundações, ou grandes doadores – o que faz da nossa comunidade nossa única chefe. A maioria das organizações do terceiro setor é financiada por gente muito rica, cujas preferências modelam o resultado do trabalho. Somos super rápidos. Mesmo em se tratando de problemas urgentes, pode levar meses ou até mesmo anos para se conseguir recursos de fundações ou grandes doadores – mas nós podemos arrecadar mais de $1 milhão em poucas horas! Somos políticos. Como nossas doações não são dedutíveis do imposto de renda, não temos receio de pressionar políticos; é na política que muitas das batalhas para salvar o mundo são perdidas ou vencidas. Em parte porque temos um modelo único e um comprovado histórico de impacto de nossas campanhas, o número de membros da Avaaz que decide doar tem aumentado exponencialmente, aproximando-se de 1 milhão de doadores! A maioria do dinheiro doado vai para campanhas da Avaaz. Mas uma grande parte é simplesmente repassada para outras causas -– mais de $8 milhões de dólares já foram doados a causas humanitárias e organizações parceiras que realizam um trabalho ótimo mas que dificilmente seriam financiadas por empresas ou fundações. Organizações como "The Equality Effect", para quem nossa comunidade arrecadou $300 mil dólares no ano passado. A presidente da "The Equality Effect" expressou "enorme gratidão aos membros da Avaaz por nos apoiar e garantir que leis no Quênia e no Malawi protejam as garotas em situação de vulnerabilidade contra alguns dos piores exemplos de violência que existem em nosso mundo." Algumas pessoas tacham o ativismo de inútil ou de ação para se sentir bem, e, algumas vezes, estão certas. Mas a Avaaz já recebeu prêmios por nossa eficiência, e a capacidade da nossa comunidade não apenas de se pronunciar sobre as injustiças, mas também de alocar nosso dinheiro em ações concretas, é uma parte fundamental do porquê somos uma força de mudança deste mundo. E estamos apenas começando :). Com enorme gratidão e respeito por todas as formas de contribuição, Ricken e a equipe da Avaaz PS: todas as nossas despesas são auditadas anualmente e, a cada ano, recebemos um certificado de que somos uma organização financeiramente saudável. Vocês podem acessar os documentos da auditoria e mais informações financeiras clicando aqui. A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 35 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter. Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "" no dia 2012-07-07 usando o seguinte endereço de email: jaime.crespo1963@gmail.com. Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se. Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este e

terça-feira, 8 de abril de 2014

La Comuna de París, de Louise Michel. Presentaciones del libro: vie11 y sab12. + novedades...

La Comuna de París, de Louise Michel

Presentación del libro con Dolors Marin.

*** viernes 11 abril, 19:30h. ***

La Comuna de París. Historia y recuerdos, de Louise Michel

Edición del libro de esta anarquista francesa, que narra los acontecimientos de La Comuna de París de 1871. Libro que nunca ha sido publicado en castellano de forma completa y que hemos traducido de nuevo.

Incansable luchadora, Louise Michel dedicó su vida a la educación y la transformación de la sociedad hacia la revolución social. Luchadora infatigable en las barricadas de París en contra de los excesos del gobierno de Versalles durante la Comuna de París en 1871, Louise puso su vida en peligro, junto con toda la clase oprimida de la capital francesa.

“¿Puede el pueblo sustituir al Estado? Esta pregunta, que había rondado en la mente de muchos revolucionarios a lo largo de la primera mitad del siglo XIX, tuvo respuesta directa en la Comuna de París: Sí puede. De este proceso, de esta sustitución, tenemos una crónica minuciosa, en primera persona, de manos de Louise Michel, quien no obviará señalar los errores cometidos pero que no dudará en aquilatar este movimiento revolucionario en su justa medida: un triunfo obrero, un breve destello de un futuro igualitario, que pudo entreverse con la Comuna, ahogada en sangre por la confluencia de antiguos enemigos que, ante este sueño de libertad, se ponen de acuerdo para pasar por las armas a sus propios conciudadanos.”

LaMalatesta editorial – Tierra de fuego, 2013.
356 págs. Rústica 21×15 cm
ISBN 9788493039423

en c/Jesús y María, 24 de Madrid

Y TAMBIÉN:

***sábado 12 abril, 12h.***
En Mujeres & Compañía. La Librería. c/La Unión, 4 de Madrid. http://mujeresycialibreria.blogspot.com.es

***sábado 12 abril, 19h.***
Centro Social LA BRECHA. c/ Picos de Europa,11. Vallekas (Madrid) www.cslabrecha.net

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 Novedades en catálogo
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La Comuna de París
Historia y recuerdos
Louise Michel.
Edición del libro de esta anarquista francesa, que narra los acontecimientos de La Comuna de París de 1871. Libro que nunca ha sido publicado en castellano de forma completa y que hemos traducido de nuevo.
Incansable luchadora, Louise Michel dedicó su vida a la educación y la transformación de la sociedad hacia la revolución social. Luchadora infatigable en las barricadas de París en contra de los excesos del gobierno de Versalles durante la Comuna de París en 1871, Louise puso su vida en peligro, junto con toda la clase oprimida de la capital francesa....
12.00€

Ideologías y tendencias en la Comuna de París Heinrich Koetchlin.
El 28 de enero de 1871 enmudecieron los cañones alemanes que desde hacía treinta y dos días estaban disparando sobre la capital de Francia. Un armisticio liberaba a la población de París de los terribles sufrimientos del asedio. Sin embargo, muchos parisienses no acogieron con júbilo su concertación. Algunos opinaban que su ciudad hubiese podido ser defendida eficazmente si el gobierno y los generales hubiesen permitido sin titubeos que las fuerzas morales de la Guardia Nacional se emplearan a fondo [...] El miedo a la revolución social no carecía de fundamento, como se vio durante los primeros meses de la república en el sur del país...
13.00€

La Comuna de París 1871
Roberto Ceamanos.
La Comuna de París de 1871 es un episodio fundamental de la historia en el que la ciudadanía protagonizó un proyecto revolucionario para concretar sus ideales políticos. Se cuestionó el poder establecido implantando una democracia directa y se tomaron importantes medidas para garantizar derechos fundamentales como la educación, la sanidad, la vivienda, la justicia y el trabajo digno para todas las personas. Además, defendieron lo común, evitaron la discriminación de la mujer y dieron los mismos derechos a los inmigrantes...
17.00€

Argelaga nº4
Revista antidesarrollista y libertaria. Marzo 2014 La invención de Brundtland. Sobre la noción de desarrollo sostenible, Luis Ponce. El oro de Salave. Minería, especulación y resistencias Introducción, Eduardo Romero. Diario de campo de un incendio en el campo, César E. Luque. Apunts sobre la reapropiació comú del territori urbà, Guiomar Castaños. Manifest català per la historia social a vila i camp, Miquel Amorós, Joan Caries Gelabertó. Crítica de la denuncia jurídica como estrategia de lucha contra los centros de menores, Jorge del Arco.Camino hacia una sociedad sin Estado, Miquel Amorós. Un resquicio para levantarse. Historia subjetiva de la Asociación de Presos en Régimen...
4.00€

Mirando atrás
Edward Bellamy.
Julian West, un joven pudiente y acomodado, conforme con las normas y convenciones que corresponden a la ideología de su época, los años finales del siglo XIX, despierta un día, mediante un extraño viaje en el tiempo, en el Boston del año 2000. Ante él, se presentan un futuro y una ciudad, su ciudad natal, absultamente sorprendentes e impactantes; nada es como lo espera...
9.00€

Crónica local de la infamia
La represión franquista de las mujeres republicanas de Cazalla de la Sierra.
José Antonio Jiménez Cubero.
La represión fue el instrumento necesario e indispensable utilizado a destajo por los golpistas del verano de 1936 y cuantos se adhirieron, posteriormente, con entusiasmo y celo, a dicho movimiento sedicioso en su doble objetivo de, primero, obtener el poder y, segundo, conseguir perpetuarse en él durante los cuarenta años de vida del régimen franquista y aun después. Nada de cuanto ocurrió a partir de entonces fue fruto del azar o una broma macabra del destino...
12.00€

Liberación animal más allá del veganismo Roberto Lemes.
No quiero un veganismo donde comprar y consumir sean palabras cotidianas, donde las relaciones de producción sigan campeando a la hora de comer, vestirme, abrigarme, no quiero ese veganismo de boutique (que por más que sea vegana sigue siendo capitalista).
No quiero ese veganismo donde la comida recuerde a comer animales (ya de por sí la carne no tiene sabor, los vegetales sí lo tienen)...
6.00€

El surrealismo
Walter Benjamin.
Fascinación es el término exacto que da cuenta de la intensidad de los sentimientos de Walter Benjamin en el momento de descubrir el surrealismo en 1926-27. Una fascinación que se traduce y comprende en sus esfuerzos por escapar al hechizo del movimiento fundado por André Breton y sus amigos. Como es sabido, a partir de este descubrimiento nace el proyecto del Libro de los Pasajes parisinos...
7.00€

A nº387
Potere • anarchik • Ancona/occupazione • anarchismo verde • spazi urbani/intervista a Anna de Manincor • permacultura • partecipazione pubblica • migranti • Calabria/una strina • informatica • Brasile/carceri • ricordando Paolo Soldati • Repubbica Dominicana/prigionieri dello zucchero • carceri • arte guida Apache • antropología • libri: 11 recensioni • cinema • comunicati • racconto • De André/intervista a Stefano Benni • rom • musica: Crass, trio Lescano, ecc. • banda Bonnot/intervista a Giangilberto Monti e l'opinione di Errico Malatesta • "A" 55 • David Lazzaretti/intervista a Mauro Chiappini • le foto della sudafricana...
4.00€

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LaMalatesta
c/Jesús y María, 24
28012, Madrid. Tlf. 915391007
(L-V: 10:30h a 14h y 17h a 21h)

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Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina

Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014

Nova concentração em Lisboa: Queremos transportes públicos para todos!

Nova concentração em Lisboa: Queremos transportes públicos para todos!

11 de Abril (sexta) - 18h
Cais do Sodré, terminal de transportes


Nova concentração em Lisboa!
Apareçam! Tragam textos, imagens, música, ideias...

Porque ficámos com vontade de multiplicar este tipo de protestos a favor de transportes verdadeiramente públicos, para todos.

Porque todos devem ter direito à cidade e à mobilidade, usando os transportes públicos, sem serem multados, perseguidos pelos fiscais e polícia e agora ainda ridicularizados com campanhas destas, a fazer lembrar a PIDE de outros tempos...

Porque exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!

sábado, 5 de abril de 2014

PLATAFORMA POLÍTICA PARA AS ELEIÇÕES AO “PARLAMENTO” EUROPEU

o Partido Operário de Unidade Socialista, POUS, teve a gentileza e amabilidade de me fazer chegar a sua plataforma com a qual se submete às próximas eleições para o parlamento europeu.
retribuo o gesto, publicando aqui o documento e prometendo desde já um futuro comentário ao documento.
aqui fica, pois :


PLATAFORMA POLÍTICA PARA AS ELEIÇÕES AO “PARLAMENTO” EUROPEU
Unidade dos trabalhadores com as suas organizações.
Para reatar com o 25 de Abril.
Pela cooperação solidária entre os povos, base da construção de uma União Livre de Nações
Soberanas da Europa.
Pela ruptura com as instituições da União Europeia assentes nos tratados de Maastrich e de
Lisboa e nos novos tratados orçamentais.
Fazemos parte dos muitos milhares de militantes que não paramos de participar nas mobilizações e nas
greves, com milhões de trabalhadores e cidadãos, que muito legitimamente rejeitam as medidas de
sobrevivência do capitalismo, impostas por memorandos da Troika e directivas da União Europeia.
Em todas estas mobilizações se tem expressado a firme vontade de pôr fim à política de desemprego,
precaridade, emigração forçada, cortes nos salários e pensões, privatizações, desertificação e pobreza,
como gritou um milhão de portugueses, a 15 de Setembro de 2012, nas ruas e praças de todo o país: “Que
se lixe a Troika, queremos as nossas vidas!”.
Em todas se tem expressado a profunda aspiração de retomar o caminho do 25 de Abril, assumido no
entoar da sua canção senha “Grândola, Vila Morena”.
Sabemos que esta profunda aspiração a uma mudança de políticas, em Portugal e nos outros países da
Europa, só ainda não pôde concretizar-se porque a orientação das Centrais sindicais e da maioria das suas
Direcções, por um lado, e dos partidos que se reclamam da defesa dos interesses da classe trabalhadora,
por outro, não assumem a ruptura total com as instituições de Bruxelas e da União Europeia. Instituições
que são, na realidade, os pilares de um Governo ilegítimo e odiado pelo povo, Governo que não se coíbe de
afirmar que – mesmo com a saída oficial da Troika – o seu programa de sacrifícios e de roubo da riqueza
nacional irá prosseguir. Como o declara, com todo o impudor, a sua ministra das Finanças: “O pior ainda
está para vir”.
A situação existente não é uma fatalidade: a mobilização dos trabalhadores, utilizando as suas
organizações sindicais e comissões de trabalhadores, pode modificar a orientação destas, na via da
independência e na realização da unidade, defendendo os interesses daqueles que representam.
Foi compreendendo isto, que militantes de várias tendências políticas e partidárias começaram a organizar
uma rede, procurando em cada sindicato, em cada luta concreta, levar a cabo a concretização deste
caminho.
Foi o caso, entre outros, da luta dos professores, em Junho passado, que – unindo-se e organizando-se a
partir das suas escolas – conseguiram impôr um recuo a este Governo, que teria atingido uma outra
dimensão se as Direcções sindicais da Função Pública tivessem aderido a esta luta.
Com a mesma estratégia se interveio, embora com resultados diferentes, na luta em defesa dos Estaleiros
Navais de Viana do Castelo e de todos os seus postos de trabalho, procurando associar o apoio unido de
sectores importantes da classe trabalhadora, como as comissões de trabalhadores do Parque industrial da
Autoeuropa e da Marinha Grande, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, à luta da população de
Viana e da sua Autarquia.
Este caminho constrói-se em toda a Europa, onde a luta dos trabalhadores e dos povos para derrotar estes
planos e estes memorandos não pára de crescer.
É nossa convicção, como certamente a de muitos outros cidadãos, que tais mobilizações poderão ser a
base para uma profunda viragem política em toda a Europa, impondo a formação de governos que, em vez
de políticas de competitividade e destruição, subordinadas aos interesses do capital financeiro especulativo,
apostem na cooperação solidária entre os povos. A cooperação solidária será a única maneira de poder
salvaguardar tudo aquilo que já conquistámos, criando uma dinâmica que abrirá a via à construção de uma
União Livre de Nações Soberanas da Europa.
Foi com esta perspectiva política que uma delegação de militantes e dirigentes políticos e sindicais
participou numa Conferência Operária Europeia, em Paris, em 1 e 2 de Março, donde saiu uma Declaração
política com a qual nos identificamos e subscrevemos.
Esta Declaração afirma:
«(…) Refutamos como mentirosas as declarações dos Barroso, Rhen e companhia…, segundo as quais a
aplicação dos seus planos contribuiria para tirar os nossos países da crise.
(…) Reafirmamos, com provas em mãos, que são os "planos de ajustamento estrutural", decididos pelos
representantes do capital financeiro, coordenados no nosso continente pela UE e aplicados por todos os
nossos governos, que levam as nossas sociedades ao caos, e somente eles!
Rejeitamos o que tem sido afirmado, nos últimos dias, pelas instâncias dirigentes da Confederação
Europeia dos Sindicatos - CES (que retomam as do Parlamento europeu), sugerindo que a principal
objecção que se pode fazer à Comissão Europeia é de que se teria afastado dos tratados, como se os
"planos de ajustamento estrutural" não estivessem incluídos inteiramente nestes tratados.
Por conseguinte, não aceitamos o conto de fadas de uma possível "democratização" das instituições
europeias por um pretenso "parlamento", e apoiamos com todas as nossas forças a “rejeição” da UE e das
suas instituições que se irá expressar a 25 de Maio.
A nossa experiência mostra que a única esperança para a classe operária – para defender e reconquistar a
democracia e para o futuro dos nossos povos – é o desenvolvimento da luta de classes ,que obrigará cada
um dos nossos governos a abandonar a sua política de "reformas" e a romper com a UE e os seus tratados.
A esperança da classe operária de todos os nossos países está na sua própria capacidade para se juntar
com as suas organizações – cuja independência deverá ser preservada – por forma a abrir a via à
mobilização unida que ultrapassará os obstáculos que continuam a ser postos no seu caminho. Decidimos,
com todos os meios de que dispomos, ajudar a consegui-lo.
Por todos estes motivos a nossa Conferência, consciente das suas responsabilidades, decidiu retomar o
compromisso estabelecido no final da Conferência de Tarragona, o qual ganha, à luz dos últimos
acontecimentos, uma relevância maior do que nunca.
(…) É desta forma que nós – militantes operários responsáveis – reafirmamos a nossa solidariedade activa
com os nossos irmãos ucranianos, bósnios, gregos,…
É desta forma que faremos renascer este valor essencial de que se dotou o movimento operário desde as
suas origens: o internacionalismo proletário!»
Para dar uma expressão organizada a esta Declaração no nosso país – tal como os outros participantes na
Conferência de Paris irão fazer nos seus respectivos países – prosseguiremos a acção política que já
estávamos a desenvolver, sobre a linha da defesa da independência e da unidade das organizações
sindicais dos trabalhadores. Esta linha de independência e unidade é imprescindível em todos os processos
de luta dos trabalhadores, nomeadamente para impedir as já anunciadas privatizações da T A P, da Caixa
Geral de Depósitos, das Águas de Portugal e para exigir o retorno ao sector público das empresas
constitutivas dos sectores básicos da economia.
Para dar a conhecer ao povo trabalhador português estes acordos políticos e alargar a rede dos militantes
que se propõem defendê-los, decidimos utilizar a legalidade democrática conquistada com o 25 de Abril
nesta campanha eleitoral para o “Parlamento” Europeu – não tendo sobre ele qualquer ilusão –, aceitando
para isso formalizar esta candidatura através do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS).
Subscrevo esta Plataforma:
Nome                                           Qualidade em que subscreve
jaime crespo                                   intelectual de esquerda