DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

sábado, 19 de julho de 2014

redescobrir as aventuras dos cinco e dos sete sem cair no bando dos quatro

os cinco e o tesouro perdido, pelo acólito do diácono remédios (figura interpretada por herman josé)
o dr. francisco louçã, com o seu ar seráfico, transformou-se no acólito das esquerdas (como ele diz, no plural) e na falta do padre é ele que diz a missa nas noites de 6ª feira. a mim chegou-me ver uma vez.
o que a desagregação do bloco de esquerda demonstra é que com estalinistas não se vai a lado nenhum, ou melhor, os desatentos vão alegremente para a frente de um qualquer pelotão de fusilamento.
o dr. louçã, qual mercader (o assassínio de trotski) diz-se trotsquista mas não passa de um arreigado estalinista.
aqueles que se aperceberam disso, deixaram o bloco, ficaram lá os estalinistas e os sete na sua aventura de ingenuidade.
daí ter toda a lógica o bloco não se querer reunir com o livre mas salivar ao ser recebido pelo pcp.
mas esta é uma união espúria, no pcp podem ser estalinistas mas são cultos e alguns leram a tragédia do rei édipo. cunhal foi tradutor de shakespeare, sabem bem do que é o filho matar o pai, mesmo que seja um filho bastardo como é o bloco e está devidamente prevenido.
o camarada jerónimo já tem idade para não embarcar em brincadeiras de cachopos.


(EX)CITAÇÕES POLITICAMENTE (IN)CORRETAS SOBRE O POLITICAMENTE CORRETO:

(EX)CITAÇÕES POLITICAMENTE (IN)CORRETAS SOBRE O POLITICAMENTE CORRETO:
DEDICATÓRIA: especialmente dedicadas ao meu amigo José Mário Pires, inicio agora, uma série de postagens dedicadas ao tema do "politicamente correto.
era para escrever um texto sobre o dito tema, mas hoje doem-me as costas, amanhã não posso que joga o Sporting, depois de amanhã não dá que vou à dos meus pais, enfim, as 1003 desculpas que inventamos para não fazermos népia e ficarmos refastelados no sofá a ver séries em série (no meu caso).
e depoi, para quê escrever o que já foi escrito?

1. (de Luiz Felipe Pondé, a introdução ao livro "guia politicamente incorreto da filosofia":
este não é um livro de história da filosofia, mas sim um ensaio de filosofia do cotidiano, mais especificamente um ensaio de ironia que dialoga com a filosofia e sua história, movido por uma intenção específica: ser desagradável para um tipo específico de pessoa (que espero seja você ou alguém que você conhece), ou, talvez, para um tipo de comportamento (que, espero, seja o seu ou o de algum amigo seu).

este livro é a confissão de um pecador irónico a respeito de uma mentira moral: o politicamente correto.


verão frio, verão quente

verão frio, verão quente
vai frio este verão, meus ossos, minha carne, minhas veias, minha pele, meu corpo anseia pelo verão quente.
o coração gela e nada há que o aqueça.
tenho saudades da canícula alentejana, do ar que estala a pele, da sesta fresca, por detrás de grossas paredes de pedras caiadas de branco e debruadas de azul ou amarelo. da sesta que dá argúcia ao pensamento e aclara as ideias. da sede matada em água fresca num cântaro de barro.
verão quente…
no vídeo abaixo, Zeca Afonso pergunta “onde estão as novas gerações? Estão a curtir uma de quê?”. Zeca, sei que foste boa pessoa e dizem-me, os que te conheceram, que ingénuo até. Não viste, ou ignoraste, que este país não tem gerações, tem apenas uma amálgama de novos e velhos que se “indignam sossegados” (Miguel Torga).
este é o fado nosso de cada dia.
não sei se no concerto de onde foi retirado o vídeo, se noutro concerto no coliseu, Zeca Afonso, ao introduzir Fausto em palco, recorda memórias passadas e referia “dos tempos do saudoso prec, do sempre saudoso e nunca desmentido prec”.
há tempos, o camarada Jerónimo também dizia “estamos a viver um novo prec, só que este é ao contrário, é o prec dos ricos”.
o Zeca já lá está, posto em sossego, alguém avise o camarada Jerónimo que nunca houve prec dos pobres, aqui e em toda a parte todos os precs foram dos ricos, senão de uns de outros e na falta de todos lá estava o Estado, esse avô cavernoso, a zelar pelos bens dos ricos.
os pobres, quanto muito, tiveram direito a três dias, mal medidos, de festa na aldeia: fato domingueiro, chapéu ou lenço novos, com missa, procissão, peditório com banda filarmónica, foguetório, copos de vinho e laranjada, jogo do belho na tasca do chico antonho, tourada à vara larga, arraial até de madrugada, atuação do José Cid ou do marco Paulo, a meio espectáculo de fogo preso, cumprimentam-se os compadres, visitam-se as comadres.
mas, finda a ilusão ou bebedeira, o prec continua a ser dos ricos. essa é que é Eça!
Ai que saudades tenho do verão quente…
… e já agora, com um prec a sério, um PREC que fosse do povo, aquele que devia ser “quem mais ordena”.


http://youtu.be/ZUEeBhhuUos

sábado, 10 de maio de 2014

A OBRA SUJA DO PASSOS


Passos oferece a guia de marcha para a construção de um país imergente

Enquadramento global
A dívida reduziu-se?
A nebulosa das incertezas
Juros da dívida, a continuidade
O saldo primário, o grande indicador do empobrecimento
O tesouro do Passos 
                                                        (se gostarem, divulguem)

Texto disponível em:





-- 
GRAZIA  TANTA

Faleceu Júlio Lourinho


não se devia morrer assim!

a morte é mais morte quando nos toca perto, quando nos leva alguém que amávamos, gostávamos, um estimado amigo...
nem me refiro ao sofrimento e dor que muitos arrastam anos, até ao fatal momento. muito menos à mágoa e saudade que afeta os que por cá vão permanecendo.
reporto-me à injustiça que é o estar vivo num momento, para logo no seguinte falecer. assim, sem mais nem o quê.
todos devíamos ter o tempo necessário para nos despedirmos dos que amamos, gostamos, somos amigos.
assim, do jeito que se morre, sinto-me defraudado. sei que todas as despedidas são penosas. a morte ainda mais pois é a derradeira.
mas ainda assim, prefiro a dor da despedida que carregar o pesado fardo do que ficou por dizer no último adeus.
e tanto que deixámos por dizer-nos, querido amigo Júlio...
tantos conselhos que deixáste de me dar, tanta história que deixei de te contar, tantas recordações de macau que ficaram no esquecimento.
sei, em portalegre, que tinhas a fama de estroina. quão enganados os que pensaram assim...
recordo, já com saudade, que trouxeste de macau, a minha filha, então com 3 anos de idade, até tolosa para que os avós conhecessem a neta... não é para qualquer um. nem o ato que praticaste, nem a confiança, depositada em ti, do único bem precioso que possuo. só por isso, já estarias guardado num local bem central do meu coração, até que ele se engasgue num último suspiro.
mas fomos muito mais que isso.
lamento este adeus de um lado só.
assim que a morte, apenas salda as dívidas para com os nossos inimigos.




com os amigos, o saldo continua em aberto.
até sempre, comandante!

segunda-feira, 28 de abril de 2014


da civilização à barbárie
de acordo com uma corrente da História, a humanidade e os seus valores terão efetuado um percurso que a trouxe da barbárie para a civilização.
lendo e ouvindo, hoje em dia, alguns apóstolos da competitividade, sacralizando-a-a como valor fundamental e primordial da condição humana, leva-me a imaginar o que será uma sociedade com a competitividade como valor mais alto e todos os restantes códigos de conduta a ela submetidos: uma sociedade que acabará em autofagia.
pelos indícios do que vou observando na realidade, o salve-se quem puder, o subir na vida por qualquer preço, o atropelo a tudo, a todos a direitos básicos e fundamentais da condição humana, historicamente falando, aparentasse-me que o caminho inverso, de forma mais subtil ou mais descarada, já teve o seu início: a humanidade começa a caminhar da civilização para a barbárie.

domingo, 27 de abril de 2014

1º de Maio - Concentração no Rossio


1º de Maio - Concentração no Rossio

Quinta-feira, 1 de Maio às 15:30

Primeiro de Maio: Dia Internacional dos Trabalhadores

Este é o dia em que se comemoram as lutas de todos os trabalhadores de todo o mundo. No entanto, que temos nós para comemorar? O aumento do desemprego? A facilidade dos despedimentos? O trabalho precário? As medidas de "austeridade"?

As confederações sindicais, organizadas segundo um sindicalismo burocrático, revelam ser incapazes de conduzir com sucesso a luta dos trabalhadores contra a classe capitalista que lucra com a nossa miséria.

São necessárias novamente as formas de luta que no passado conquistaram as 8 horas de trabalho, como a acção directa, o boicote, a greve, e a sabotagem. É necessário o sindicalismo revolucionário, organizado pelos trabalhadores de forma assembleária, que não se rende à vontade dos patrões, e que não pára até atingir o seu objectivo final: a emancipação dos trabalhadores.

Contra a "festa" da miséria! É preciso sair à rua, construir alternativas, recuperar as nossas vidas!
________________________________________
AIT-SP / Núcleo de Lisboa
Apartado 50029
1701-001 Lisboa
PORTUGAL
Tel. +351 96 847 62 69

Cara comunidade

Cara comunidade, Sou bastante grato à confiança que os doadores da Avaaz colocam em nós, todos os meses, e quero ter a certeza de que vocês sabem o que acontece após tomarem a importante decisão de ter esperança e realizar uma doação! Por exemplo – dêem uma olhada nisso: Estamos comprando uma floresta! Mais de 90 mil dentre nós doaram o suficiente para arrecadar $1 milhão de dólares para entidades de conservação como o Rainforest Trust, que comprará as terras, assim conectando duas áreas de proteção ambiental essenciais para a floresta de Borneo e garantindo que os orangotangos possam continuar a viver no planeta conosco. Eu amo esse trabalho :) Essas duas garotas incríveis são outro exemplo: Yamama e sua prima Hayat são refugiadas da guerra da Síria, mas continuam indo à escola em parte porque nossa comunidade arrecadou $1 milhão de dólares em um desafio feito aos países com programas de ajuda humanitária com o propósito de evitar que uma geração de crianças na Síria perdesse o acesso à educação. Acabamos de saber que os governos toparam nosso desafio de depositar 100 dólares para cada 1 que arrecadamos!! O enviado da ONU para educação, Gordon Brown, considerou nossa iniciativa "excelente" e "importante para pressionar os governos a doarem." Como terceiro exemplo, conheça a Gaby: Gaby Lasky é uma advogada israelense que trabalha com líderes do movimento sem violência da Palestina. Ela e sua equipe incansável defendem centenas de ativistas pacifistas contra acusações forjadas. Nossa comunidade doou uma quantia de $225 mil dólares para o trabalho feito por Gaby! Há muitas outras histórias para contar, mas o principal tema de interesse dos doadores em nossa comunidade são as mudanças climáticas... Esse é o Embaixador do Clima das Filipinas, Yeb Sano, entregando uma petição da Avaaz para os negociadores do clima do mundo. Nossa campanha sobre as mudanças climáticas, que tem o apoio de dezenas de milhares de doadores mensais, conta com uma grande equipe que trabalha dia e noite para pressionar nossos governos a fazerem algo sobre a maior crise de nossa era. Clique aqui para ler os relatos da nossa equipe do clima e o trabalho que tem sido feito para salvar nosso mundo. Mas não é apenas o dinheiro que doamos enquanto uma comunidade, mas COMO arrecadamos esse dinheiro é o que faz da Avaaz uma força ímpar para as boas causas do nosso planeta. Vejam 3 coisas que tornam a nossa comunidade especial: A comunidade é quem decide. Nós não aceitamos nenhuma quantia (nunca!) de governos, corporações, fundações, ou grandes doadores – o que faz da nossa comunidade nossa única chefe. A maioria das organizações do terceiro setor é financiada por gente muito rica, cujas preferências modelam o resultado do trabalho. Somos super rápidos. Mesmo em se tratando de problemas urgentes, pode levar meses ou até mesmo anos para se conseguir recursos de fundações ou grandes doadores – mas nós podemos arrecadar mais de $1 milhão em poucas horas! Somos políticos. Como nossas doações não são dedutíveis do imposto de renda, não temos receio de pressionar políticos; é na política que muitas das batalhas para salvar o mundo são perdidas ou vencidas. Em parte porque temos um modelo único e um comprovado histórico de impacto de nossas campanhas, o número de membros da Avaaz que decide doar tem aumentado exponencialmente, aproximando-se de 1 milhão de doadores! A maioria do dinheiro doado vai para campanhas da Avaaz. Mas uma grande parte é simplesmente repassada para outras causas -– mais de $8 milhões de dólares já foram doados a causas humanitárias e organizações parceiras que realizam um trabalho ótimo mas que dificilmente seriam financiadas por empresas ou fundações. Organizações como "The Equality Effect", para quem nossa comunidade arrecadou $300 mil dólares no ano passado. A presidente da "The Equality Effect" expressou "enorme gratidão aos membros da Avaaz por nos apoiar e garantir que leis no Quênia e no Malawi protejam as garotas em situação de vulnerabilidade contra alguns dos piores exemplos de violência que existem em nosso mundo." Algumas pessoas tacham o ativismo de inútil ou de ação para se sentir bem, e, algumas vezes, estão certas. Mas a Avaaz já recebeu prêmios por nossa eficiência, e a capacidade da nossa comunidade não apenas de se pronunciar sobre as injustiças, mas também de alocar nosso dinheiro em ações concretas, é uma parte fundamental do porquê somos uma força de mudança deste mundo. E estamos apenas começando :). Com enorme gratidão e respeito por todas as formas de contribuição, Ricken e a equipe da Avaaz PS: todas as nossas despesas são auditadas anualmente e, a cada ano, recebemos um certificado de que somos uma organização financeiramente saudável. Vocês podem acessar os documentos da auditoria e mais informações financeiras clicando aqui. A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 35 milhões de pessoas que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter. Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "" no dia 2012-07-07 usando o seguinte endereço de email: jaime.crespo1963@gmail.com. Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se. Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este e

terça-feira, 8 de abril de 2014

La Comuna de París, de Louise Michel. Presentaciones del libro: vie11 y sab12. + novedades...

La Comuna de París, de Louise Michel

Presentación del libro con Dolors Marin.

*** viernes 11 abril, 19:30h. ***

La Comuna de París. Historia y recuerdos, de Louise Michel

Edición del libro de esta anarquista francesa, que narra los acontecimientos de La Comuna de París de 1871. Libro que nunca ha sido publicado en castellano de forma completa y que hemos traducido de nuevo.

Incansable luchadora, Louise Michel dedicó su vida a la educación y la transformación de la sociedad hacia la revolución social. Luchadora infatigable en las barricadas de París en contra de los excesos del gobierno de Versalles durante la Comuna de París en 1871, Louise puso su vida en peligro, junto con toda la clase oprimida de la capital francesa.

“¿Puede el pueblo sustituir al Estado? Esta pregunta, que había rondado en la mente de muchos revolucionarios a lo largo de la primera mitad del siglo XIX, tuvo respuesta directa en la Comuna de París: Sí puede. De este proceso, de esta sustitución, tenemos una crónica minuciosa, en primera persona, de manos de Louise Michel, quien no obviará señalar los errores cometidos pero que no dudará en aquilatar este movimiento revolucionario en su justa medida: un triunfo obrero, un breve destello de un futuro igualitario, que pudo entreverse con la Comuna, ahogada en sangre por la confluencia de antiguos enemigos que, ante este sueño de libertad, se ponen de acuerdo para pasar por las armas a sus propios conciudadanos.”

LaMalatesta editorial – Tierra de fuego, 2013.
356 págs. Rústica 21×15 cm
ISBN 9788493039423

en c/Jesús y María, 24 de Madrid

Y TAMBIÉN:

***sábado 12 abril, 12h.***
En Mujeres & Compañía. La Librería. c/La Unión, 4 de Madrid. http://mujeresycialibreria.blogspot.com.es

***sábado 12 abril, 19h.***
Centro Social LA BRECHA. c/ Picos de Europa,11. Vallekas (Madrid) www.cslabrecha.net

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 Novedades en catálogo
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La Comuna de París
Historia y recuerdos
Louise Michel.
Edición del libro de esta anarquista francesa, que narra los acontecimientos de La Comuna de París de 1871. Libro que nunca ha sido publicado en castellano de forma completa y que hemos traducido de nuevo.
Incansable luchadora, Louise Michel dedicó su vida a la educación y la transformación de la sociedad hacia la revolución social. Luchadora infatigable en las barricadas de París en contra de los excesos del gobierno de Versalles durante la Comuna de París en 1871, Louise puso su vida en peligro, junto con toda la clase oprimida de la capital francesa....
12.00€

Ideologías y tendencias en la Comuna de París Heinrich Koetchlin.
El 28 de enero de 1871 enmudecieron los cañones alemanes que desde hacía treinta y dos días estaban disparando sobre la capital de Francia. Un armisticio liberaba a la población de París de los terribles sufrimientos del asedio. Sin embargo, muchos parisienses no acogieron con júbilo su concertación. Algunos opinaban que su ciudad hubiese podido ser defendida eficazmente si el gobierno y los generales hubiesen permitido sin titubeos que las fuerzas morales de la Guardia Nacional se emplearan a fondo [...] El miedo a la revolución social no carecía de fundamento, como se vio durante los primeros meses de la república en el sur del país...
13.00€

La Comuna de París 1871
Roberto Ceamanos.
La Comuna de París de 1871 es un episodio fundamental de la historia en el que la ciudadanía protagonizó un proyecto revolucionario para concretar sus ideales políticos. Se cuestionó el poder establecido implantando una democracia directa y se tomaron importantes medidas para garantizar derechos fundamentales como la educación, la sanidad, la vivienda, la justicia y el trabajo digno para todas las personas. Además, defendieron lo común, evitaron la discriminación de la mujer y dieron los mismos derechos a los inmigrantes...
17.00€

Argelaga nº4
Revista antidesarrollista y libertaria. Marzo 2014 La invención de Brundtland. Sobre la noción de desarrollo sostenible, Luis Ponce. El oro de Salave. Minería, especulación y resistencias Introducción, Eduardo Romero. Diario de campo de un incendio en el campo, César E. Luque. Apunts sobre la reapropiació comú del territori urbà, Guiomar Castaños. Manifest català per la historia social a vila i camp, Miquel Amorós, Joan Caries Gelabertó. Crítica de la denuncia jurídica como estrategia de lucha contra los centros de menores, Jorge del Arco.Camino hacia una sociedad sin Estado, Miquel Amorós. Un resquicio para levantarse. Historia subjetiva de la Asociación de Presos en Régimen...
4.00€

Mirando atrás
Edward Bellamy.
Julian West, un joven pudiente y acomodado, conforme con las normas y convenciones que corresponden a la ideología de su época, los años finales del siglo XIX, despierta un día, mediante un extraño viaje en el tiempo, en el Boston del año 2000. Ante él, se presentan un futuro y una ciudad, su ciudad natal, absultamente sorprendentes e impactantes; nada es como lo espera...
9.00€

Crónica local de la infamia
La represión franquista de las mujeres republicanas de Cazalla de la Sierra.
José Antonio Jiménez Cubero.
La represión fue el instrumento necesario e indispensable utilizado a destajo por los golpistas del verano de 1936 y cuantos se adhirieron, posteriormente, con entusiasmo y celo, a dicho movimiento sedicioso en su doble objetivo de, primero, obtener el poder y, segundo, conseguir perpetuarse en él durante los cuarenta años de vida del régimen franquista y aun después. Nada de cuanto ocurrió a partir de entonces fue fruto del azar o una broma macabra del destino...
12.00€

Liberación animal más allá del veganismo Roberto Lemes.
No quiero un veganismo donde comprar y consumir sean palabras cotidianas, donde las relaciones de producción sigan campeando a la hora de comer, vestirme, abrigarme, no quiero ese veganismo de boutique (que por más que sea vegana sigue siendo capitalista).
No quiero ese veganismo donde la comida recuerde a comer animales (ya de por sí la carne no tiene sabor, los vegetales sí lo tienen)...
6.00€

El surrealismo
Walter Benjamin.
Fascinación es el término exacto que da cuenta de la intensidad de los sentimientos de Walter Benjamin en el momento de descubrir el surrealismo en 1926-27. Una fascinación que se traduce y comprende en sus esfuerzos por escapar al hechizo del movimiento fundado por André Breton y sus amigos. Como es sabido, a partir de este descubrimiento nace el proyecto del Libro de los Pasajes parisinos...
7.00€

A nº387
Potere • anarchik • Ancona/occupazione • anarchismo verde • spazi urbani/intervista a Anna de Manincor • permacultura • partecipazione pubblica • migranti • Calabria/una strina • informatica • Brasile/carceri • ricordando Paolo Soldati • Repubbica Dominicana/prigionieri dello zucchero • carceri • arte guida Apache • antropología • libri: 11 recensioni • cinema • comunicati • racconto • De André/intervista a Stefano Benni • rom • musica: Crass, trio Lescano, ecc. • banda Bonnot/intervista a Giangilberto Monti e l'opinione di Errico Malatesta • "A" 55 • David Lazzaretti/intervista a Mauro Chiappini • le foto della sudafricana...
4.00€

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LaMalatesta
c/Jesús y María, 24
28012, Madrid. Tlf. 915391007
(L-V: 10:30h a 14h y 17h a 21h)

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Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras

Protesto na Embaixada da Argentina em Lisboa pela liberdade dos detidos de Las Heras


Comunicado distribuído na concentração:

Solidariedade com trabalhadores presos na Argentina

Na sequência de uma greve de trabalhadores petrolíferos de 20 dias no ano de 2006, em Las Heras, o poder judicial ordenou a detenção de vários trabalhadores. Estes reagiram manifestando-se junto ao município e foram reprimidos violentamente. Em circunstâncias confusas, acabou por morrer um oficial da polícia.

Seguiu-se uma repressão feroz aos trabalhadores e à população; o povoado de Las Heras foi militarizado, instaurou-se o toque de recolher obrigatório e várias pessoas foram perseguidas, presas e torturadas.

Apesar da única coisa provada no julgamento em Dezembro de 2013 ter sido a tortura sofrida pelos trabalhadores às mãos da polícia, foram condenados quatro trabalhadores a prisão perpétua e outros seis a cinco anos de prisão, por suposta coação agravada, lesões e assassinato de um polícia.

Criminalizar as lutas dos trabalhadores é comum na Argentina e em todo o lugar onde as pessoas se organizam para lutar por uma vida melhor, livre do pesado jugo da exploração, mas nós acreditamos que a solidariedade entre explorados e oprimidos será sempre mais forte do que toda a repressão!

Tomemos a causa destes trabalhadores como nossa, pois o que é passível de acontecer a um, é passível de acontecer a todos.

Absolvição imediata dos trabalhadores de Las Heras!

AIT-SP/Núcleo de Lisboa

03/04/2014

Nova concentração em Lisboa: Queremos transportes públicos para todos!

Nova concentração em Lisboa: Queremos transportes públicos para todos!

11 de Abril (sexta) - 18h
Cais do Sodré, terminal de transportes


Nova concentração em Lisboa!
Apareçam! Tragam textos, imagens, música, ideias...

Porque ficámos com vontade de multiplicar este tipo de protestos a favor de transportes verdadeiramente públicos, para todos.

Porque todos devem ter direito à cidade e à mobilidade, usando os transportes públicos, sem serem multados, perseguidos pelos fiscais e polícia e agora ainda ridicularizados com campanhas destas, a fazer lembrar a PIDE de outros tempos...

Porque exigimos melhores transportes públicos e gratuitos!

sábado, 5 de abril de 2014

PLATAFORMA POLÍTICA PARA AS ELEIÇÕES AO “PARLAMENTO” EUROPEU

o Partido Operário de Unidade Socialista, POUS, teve a gentileza e amabilidade de me fazer chegar a sua plataforma com a qual se submete às próximas eleições para o parlamento europeu.
retribuo o gesto, publicando aqui o documento e prometendo desde já um futuro comentário ao documento.
aqui fica, pois :


PLATAFORMA POLÍTICA PARA AS ELEIÇÕES AO “PARLAMENTO” EUROPEU
Unidade dos trabalhadores com as suas organizações.
Para reatar com o 25 de Abril.
Pela cooperação solidária entre os povos, base da construção de uma União Livre de Nações
Soberanas da Europa.
Pela ruptura com as instituições da União Europeia assentes nos tratados de Maastrich e de
Lisboa e nos novos tratados orçamentais.
Fazemos parte dos muitos milhares de militantes que não paramos de participar nas mobilizações e nas
greves, com milhões de trabalhadores e cidadãos, que muito legitimamente rejeitam as medidas de
sobrevivência do capitalismo, impostas por memorandos da Troika e directivas da União Europeia.
Em todas estas mobilizações se tem expressado a firme vontade de pôr fim à política de desemprego,
precaridade, emigração forçada, cortes nos salários e pensões, privatizações, desertificação e pobreza,
como gritou um milhão de portugueses, a 15 de Setembro de 2012, nas ruas e praças de todo o país: “Que
se lixe a Troika, queremos as nossas vidas!”.
Em todas se tem expressado a profunda aspiração de retomar o caminho do 25 de Abril, assumido no
entoar da sua canção senha “Grândola, Vila Morena”.
Sabemos que esta profunda aspiração a uma mudança de políticas, em Portugal e nos outros países da
Europa, só ainda não pôde concretizar-se porque a orientação das Centrais sindicais e da maioria das suas
Direcções, por um lado, e dos partidos que se reclamam da defesa dos interesses da classe trabalhadora,
por outro, não assumem a ruptura total com as instituições de Bruxelas e da União Europeia. Instituições
que são, na realidade, os pilares de um Governo ilegítimo e odiado pelo povo, Governo que não se coíbe de
afirmar que – mesmo com a saída oficial da Troika – o seu programa de sacrifícios e de roubo da riqueza
nacional irá prosseguir. Como o declara, com todo o impudor, a sua ministra das Finanças: “O pior ainda
está para vir”.
A situação existente não é uma fatalidade: a mobilização dos trabalhadores, utilizando as suas
organizações sindicais e comissões de trabalhadores, pode modificar a orientação destas, na via da
independência e na realização da unidade, defendendo os interesses daqueles que representam.
Foi compreendendo isto, que militantes de várias tendências políticas e partidárias começaram a organizar
uma rede, procurando em cada sindicato, em cada luta concreta, levar a cabo a concretização deste
caminho.
Foi o caso, entre outros, da luta dos professores, em Junho passado, que – unindo-se e organizando-se a
partir das suas escolas – conseguiram impôr um recuo a este Governo, que teria atingido uma outra
dimensão se as Direcções sindicais da Função Pública tivessem aderido a esta luta.
Com a mesma estratégia se interveio, embora com resultados diferentes, na luta em defesa dos Estaleiros
Navais de Viana do Castelo e de todos os seus postos de trabalho, procurando associar o apoio unido de
sectores importantes da classe trabalhadora, como as comissões de trabalhadores do Parque industrial da
Autoeuropa e da Marinha Grande, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, à luta da população de
Viana e da sua Autarquia.
Este caminho constrói-se em toda a Europa, onde a luta dos trabalhadores e dos povos para derrotar estes
planos e estes memorandos não pára de crescer.
É nossa convicção, como certamente a de muitos outros cidadãos, que tais mobilizações poderão ser a
base para uma profunda viragem política em toda a Europa, impondo a formação de governos que, em vez
de políticas de competitividade e destruição, subordinadas aos interesses do capital financeiro especulativo,
apostem na cooperação solidária entre os povos. A cooperação solidária será a única maneira de poder
salvaguardar tudo aquilo que já conquistámos, criando uma dinâmica que abrirá a via à construção de uma
União Livre de Nações Soberanas da Europa.
Foi com esta perspectiva política que uma delegação de militantes e dirigentes políticos e sindicais
participou numa Conferência Operária Europeia, em Paris, em 1 e 2 de Março, donde saiu uma Declaração
política com a qual nos identificamos e subscrevemos.
Esta Declaração afirma:
«(…) Refutamos como mentirosas as declarações dos Barroso, Rhen e companhia…, segundo as quais a
aplicação dos seus planos contribuiria para tirar os nossos países da crise.
(…) Reafirmamos, com provas em mãos, que são os "planos de ajustamento estrutural", decididos pelos
representantes do capital financeiro, coordenados no nosso continente pela UE e aplicados por todos os
nossos governos, que levam as nossas sociedades ao caos, e somente eles!
Rejeitamos o que tem sido afirmado, nos últimos dias, pelas instâncias dirigentes da Confederação
Europeia dos Sindicatos - CES (que retomam as do Parlamento europeu), sugerindo que a principal
objecção que se pode fazer à Comissão Europeia é de que se teria afastado dos tratados, como se os
"planos de ajustamento estrutural" não estivessem incluídos inteiramente nestes tratados.
Por conseguinte, não aceitamos o conto de fadas de uma possível "democratização" das instituições
europeias por um pretenso "parlamento", e apoiamos com todas as nossas forças a “rejeição” da UE e das
suas instituições que se irá expressar a 25 de Maio.
A nossa experiência mostra que a única esperança para a classe operária – para defender e reconquistar a
democracia e para o futuro dos nossos povos – é o desenvolvimento da luta de classes ,que obrigará cada
um dos nossos governos a abandonar a sua política de "reformas" e a romper com a UE e os seus tratados.
A esperança da classe operária de todos os nossos países está na sua própria capacidade para se juntar
com as suas organizações – cuja independência deverá ser preservada – por forma a abrir a via à
mobilização unida que ultrapassará os obstáculos que continuam a ser postos no seu caminho. Decidimos,
com todos os meios de que dispomos, ajudar a consegui-lo.
Por todos estes motivos a nossa Conferência, consciente das suas responsabilidades, decidiu retomar o
compromisso estabelecido no final da Conferência de Tarragona, o qual ganha, à luz dos últimos
acontecimentos, uma relevância maior do que nunca.
(…) É desta forma que nós – militantes operários responsáveis – reafirmamos a nossa solidariedade activa
com os nossos irmãos ucranianos, bósnios, gregos,…
É desta forma que faremos renascer este valor essencial de que se dotou o movimento operário desde as
suas origens: o internacionalismo proletário!»
Para dar uma expressão organizada a esta Declaração no nosso país – tal como os outros participantes na
Conferência de Paris irão fazer nos seus respectivos países – prosseguiremos a acção política que já
estávamos a desenvolver, sobre a linha da defesa da independência e da unidade das organizações
sindicais dos trabalhadores. Esta linha de independência e unidade é imprescindível em todos os processos
de luta dos trabalhadores, nomeadamente para impedir as já anunciadas privatizações da T A P, da Caixa
Geral de Depósitos, das Águas de Portugal e para exigir o retorno ao sector público das empresas
constitutivas dos sectores básicos da economia.
Para dar a conhecer ao povo trabalhador português estes acordos políticos e alargar a rede dos militantes
que se propõem defendê-los, decidimos utilizar a legalidade democrática conquistada com o 25 de Abril
nesta campanha eleitoral para o “Parlamento” Europeu – não tendo sobre ele qualquer ilusão –, aceitando
para isso formalizar esta candidatura através do Partido Operário de Unidade Socialista (POUS).
Subscrevo esta Plataforma:
Nome                                           Qualidade em que subscreve
jaime crespo                                   intelectual de esquerda

domingo, 9 de março de 2014

entre a realidade e a fábula

isto de um tipo estar duas semanas sem sintonizar a televisão nos canais de notícias e nos telejornais, para limpar a cabecinha e aliviar os nervos(agora diz-se stresse) tem coisas...
ontem, lá me resolvi atualizar e sintonizar o aparelho primeiro num, depois noutro, dos principais canais noticiosos.
e logo pensei, mas onde raio é que eu estou? queres ver que morri e não dei por nada? ai jaime quem te mandou em vida ser ateu? agora vieste parar com a carcaça ao inferno e vais ter que arrostar com as mais terríveis penas, até, pelo menos, ao dia do juízo final...
o panorama era o seguinte, intercaladamente, aparecia um senhor jornalista (cujos amigos unanimemente garantem que é uma jóia de pessoa) a pontapear um fotógrafo (pelo qual, os seus indefetíveis amigos juramentam que é outra jóia de rapaz). e ao lado deles, no seu estilo atarecado, o relvas, esse mesmo, a bêtte noir da política portuguesa, numa desconstrução narrativa efetuada pelo engenheiro filósofo josé sócrates. o relvas inconseguiu ser pontapeado.
a seguir, alberto joão jardim regressado aos seus melhores dias, apelidava um seu adversário no psd/madeira de "cafufa", o senhor chama-se cafofo!
logo a seguir, um doutor rangel, excitadíssimo e todo enérgico (doutor rangel, por favor, envie-me a receita do que anda a tomar, a fumar ou a snifar porque eu necessito de toda essa sua energia a cada dia que acordo para ir trabalhar) anunciava alegremente ao país que o seu manifesto eleitoral (eleições para o par(a)lamento europeu) estava adequado à geração informatizada e por isso, está escrito em twittes de 300 carateres!!! e são 101 para serem como os 101 dálmatas, senhor doutor rangel, eu sei que essa dos dálmatas foi uma piadola mas mesmo assim não lhe ficou nada bem. quanto aos twittes de 300 carateres, confesso não ser versado na coisa, mas quando por lá andei, aquilo só permitia twittar até 140 carateres, foi por isso que a deixei, eu sou muito prolixo na escrita e ela (a rede social twitter) muito comedida.
e nem me vou referir às pérolas do melhor português que enformam o manifesto twitter, nem às ideias que foi buscar a outros também candidatos...
ou seja, o doutor rangel falava entusiasmadamente numa coisa que nem conhece...
esta gente chegou a um ponto de falta de pudor que já não gozam connosco nas nossas costas, fazem-no despudoradamente nas nossas caras.
por este andar, até já estou a imaginar a concorrência, o doutor assis, outro intelectual e filósofo da nossa política, a responder, para não se deixar ficar para trás neste mundo cada vez mais cibernético, com um manifesto em sms, ou mms, ou lá como essas tecnologias se chamam e naquela escrita codificada que apenas os jovens, entre eles, compreendem. por exemplo:
q q v t bd lol
tradução:
quero que vão todos bardamerda, ahahah!

e tem sido em gente desta que nós temos votado e entregue as nossas vidas e o futuro dos nossos filhos nas mãos cobertas de pelos de dálmatas!
quanto mais vezes ainda vamos apostar (ou votar) nestes cavalos, perdão, dálmatas?
e no meio de todos estes brincalhões, nós, o povo, cada qual tem que aturar a sua cruela de vil, na vida em cruel e vil tristeza.

a banalidade do absurdo

quem diplomou esta gente?
acabei de ouvir um senhor, com ar de jovenzinho imberbe, se seu nome, antónio josé (in)seguro, dizem que para os amigos é o tó zé. dizia o senhor, em intervenção na assembleia da república, dirigindo-se ao 1º ministro coelho, nem percebi se o interrogava, se lhe demonstrava uma afirmação, dizia o seguinte:
"as políticas (ou as apreciações?) deste governo e da trioka, baseiam-se numa austeridade, note-se bem, EXPANSIVA"!


Tó Zé. o do boné
austeridade expansiva? importa-se de explicar ou só contaram para você?
a política económica ou é de austeridade, a economia a encolher e a retrair-se, ou então é uma política económica expansiva, a economia a crescer.
ou será que o que ele quis dizer é que a austeridade está a aumentar? a austeridade está a expandir-se? ah! isto de os filósofos e poetas irem para a política é no que dá, um desacordo linguístico.
já o jornal "público", citando nuno crato, publica que a vinculação dos professores vai ser "semi-automática"!
querem ver que vai ser igualzinha àquelas pistolas semi-automáticas, fazem tudo sozinhas mas alguém tem que apontar e com o dedo premir o gatilho.


Crato, o semi-automático
assim, estamos todos engatilhados expansivos.
a professora contratada

da História e seus valores

Buenaventura Durruti - anarquista


apesar de eu próprio não ser imune ao tique, é sempre com desgosto que vejo, até historiadores consagrados, referirem-se ao passado Histórico, não se coibindo de exercerem sobre ele a formatação moral da atualidade. quero dizer com isto, que a História e os seus desenvolvimentos devem ser interpretados, não há luz da moral coeva mas sim dos valores e cultura do tempo em que ocorreram.
neste caso são especialmente injustiçadas, para não me alongar muito, a época medieval, sobre a qual José Mattoso tem estudos brilhantes e que limpam alguns dos mitos que mesmo assim por aí vão proliferando. outra, é a época da expansão europeia, ou se preferirmos, das descobertas dos navegadores portugueses, espanhóis e "italianos", ou ainda, a ocupação de África, das Américas e a tomada do controlo do tráfego e tráfico marítimo em todo o mundo pelas potências europeias. fala-se muito, estabelecem-se juízos de valor esquecendo-se do que era "o espírito da época".
vem este longo intróito a propósito do programa "governo sombra", emitido pela tvi 24, neste final de semana. a determinada altura, Pedro Mexia, comentador que muito prezo, quer pela sua inteligência, quer pela sua honestidade intelectual, atirou um "remoque" a Ricardo Araújo Pereira, sobre a proclamada unidade, ou não, das esquerdas, dizendo-lhe "essas guerrinhas vem de longe, basta leres o que escreveu Orwell sobre a guerra civil de Espanha e como essa gente se matava uns aos outro" (citei de memória, as palavras não sendo exatamente estas, está aqui o que eu entendi delas).


Andreu Nin - dirigente do POUM, esfolado vivo pela GPU
ora, nem me vou referir ao gosto de trazer para um programa que está entre o humorístico e o comentário político ligeiro, mesmo brejeiro, que ainda comove muitos que o viveram ou seus descendentes e até familiares dos que morreram.
pelo seu silêncio "à boca" do seu colega de painel, presumo que Araújo Pereira não terá lido os escritos de George Orwell, ou qualquer outros sobre a questão.
eu li e do que li fiquei a milhas da conclusão simplista de Mexia "que aquela gente das esquerdas se andou a matar uns aos outros". é verdade que a unidade de republicanos e as chamadas esquerdas no combate a Franco era mais formal que efetiva, pois havia todo um rol ideológico a separá-los.
a Espanha ainda hoje não vive bem com o seu corpo, a unidade ibérica à qual por motivos históricos mais antigos apenas se safou Portugal e por um triz.


juan negrin - dirigente do PSOE, acusado de ligações ao PCE e subordinação ao estalinismo
na guerra civil todos esses problemas estiveram à flor da pele e uma análise simplista, como a apresentada por Mexia, mesmo tendo em conta o contexto em que foi proferida, não podia, não devia ter sido tão leve e breve.
em confronto não esteve a direita de Franco com a esquerda da frente popular, na frente popular também estavam forças de direita democrática, como os republicanos, nacionalistas bascos, alguma burguesia comercial e industrial, sobretudo catalã, independentistas, autonomistas, sindicalistas e depois os grandes partidos e organizações nacionais e regionais, como o PSOE, o PCE, a CNT e a FAI (anarquistas que na altura teriam mais de 1 milhão de aderentes em toda a Espanha) e o POUM da Catalunha, liderado pelo infeliz e martirizado Andreu Nin.
é evidente que unidade a sério só existia do lado franquista e que pela miríade de organizações, cada qual com a sua própria agenda política e ideológica para Espanha, a guerra só poderia ser ganha pelos franquistas.
mas é muito cruel afirmar que aquela gente se andou a matar uns aos outros como se os crimes perpetrados pelo exército franquista e seus apaniguados, a propósito referir que eram de direita algo que Mexia quase sempre se esquece de referir, não tivessem existido.


Indalécio Prieto - principal dirigente do PSOE
é verdade que no meio de tão grande amálgama de diferentes ideologias e interesses políticos, houve divergências que não foram resolvidas de forma pacífica, houve discussões resolvidas a tiro e seladas a sangue. muitas das vezes, inflamadas por agentes provocadores dos serviços de segurança de Franco, infiltrados na Frente Popular, e a partir do momento em que a União Soviética entra no conflito, esses incidentes quando não provocados por agentes espanhóis (em grande parte militantes do PCE, mas não só) a soldo da GPU (antecessora do KGB), polícia política de Estaline, eram os próprios agentes soviéticos da GPU destacados em Espanha que faziam o serviço sujo, tais como os assassinatos de Andreu Nin e de Buenaventura Durruti, o primeiro um ato absolutamente macabro e sádico, Nin foi torturado e esfolado vivo, Durruti foi abatido em Madrid por "uma bala perdida", do primeiro há hoje a certeza que o crime foi praticado pela GPU, do segundo não havendo certezas absolutas, as provas indicam ou uma ação apenas da GPU, ou desta em colaboração com os franquistas.
Estaline, nesta altura, estava já mais preocupado em salvar o próprio couro e bigode, preparando o tratado germano-soviético, ou Molotov-Ribenttrop, do que ao que pudesse acontecer em Espanha.


Largo Caballero - dirigente do PSOE e da UGT, foi presidente do governo durante a guerra civil
também teria sido bom referir a posição que os governos, sobretudo os governos francês e inglês, tomaram em relação a este conflito. estes eram dois governos democráticos, de direita e que a todos os horrores da noite espanhola fecharam os olhos. para não falar do apoio explícito que os governos italianos e português ofereceram a Franco, duas ditaduras, é certo, mas governos de direita.
apesar da sua honestidade, inteligência e argúcia de argumentação, é comum, Mexia referir em muitos dos seus comentários, os crimes contra a humanidade que os regimes "comunistas" cometeram, em especial, o regime estalinista soviético, fazendo pior, associa "essa esquerda" e esses crimes a todos, ou quase, os que se afirmam de esquerda hoje em dia, não tomando a mesma medida na denúncia dos crimes cometidos por regimes de direita, para não me alongar muito, refiro apenas a Alemanha de Hitler, a Itália de Mussolini, a Espanha de Franco e, por que não?, Portugal de Salazar. mesmo quando o faz, muito esclarecidamente como é óbvio, nunca os (crimes) associa a quem atualmente se diz de direita como ele próprio, o que seria imbecil.


Dolores Ibarruti "La Pasionara" - dirigente do PCE
Pois continuarei a ouvir e a ler os comentários de Pedro Mexia com todo o gosto e prazer, mas tal como eu, pelo facto de ele se assumir ideologicamente de direita, não o associo nem responsabilizo pelos crimes cometidos por Salazar, Pinochet ou Somoza, agradeço que da parte dele tenha o mesmo respeito e tratamento e deixe de associar e querer tornar responsável, qualquer pessoa que se assuma de esquerda como conivente com o estalinismo, ou o maoismo, ou o fidelismo, ou o raio que o parta, e pior, apontar quem se assume de esquerda como um assassino e um violador dos direitos humanos em potência, pelo menos foi o que deixou subentender num comentário soez que deixou no mesmo programa, sobre a possibilidade do Syriza vir a ganhar as eleições na Grécia e a chegar ao poder.


Franco - o ditador
mas segundo parece, na Grécia, os torturadores e assassinos até foram de um governo de coronéis, curiosamente, de direita.


Federico Garcia Llorca - a vítima
(nas imagens poderão ver-se: Largo Caballero, José Negrin, Indalécio Prieto; Andreu Nin, Buenaventura Durruti, Francisco Franco, Estaline e Federico García Llorca)
 (8 fotos)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Solidariedade com Ángel! OHL reprime e despede!


      Solidariedade com Ángel! OHL reprime e despede!


No passado dia 9 de Outubro de 2013, a empresa OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A, decidiu despedir Ángel Elena que trabalhava na empresa há 10 anos, com o falso argumento de baixa produtividade.
Após uma reunião com o sindicato, o departamento de recursos humanos da empresa pretende encerrar o assunto pagando a indemnização a Ángel, mas a sua posição é a de não aceitar outra solução, a não ser a sua readmissão.

De ressaltar que poucas semanas após o seu despedimento começou a greve de limpeza em Madrid, na qual a OHL e outras empresas de subcontratação ameaçavam com o despedimento de 1 400 trabalhadores e a redução dos salários dos restantes em 40%, congelando os salários para os próximos 4 anos e destruindo as vagas de trabalho que surgem com as aposentações. Entretanto, na OHL foram despedidos outros 20 trabalhadores e a prática continua nas outras empresas.

Perante esta situação, apelamos à vossa solidariedade e ao envio de cartas de protesto exigindo a readmissão de Ángel Elena!

Mais informação: 
http://sovmadrid.cnt.es/

Contactos da OHL para o envio de cartas de protesto:

OHL - OBRASCÓN HUARTE LAIN, S.A.
Sede: Torre Espacio Paseo de la Castellana, 259-D. 28046 Madrid.
Fax: +34 91 348 44 63
Email: info@ohl.es

Exigimos a readmissão imediata de Ángel Elena!

Associação Internacional dos Trabalhadores
Secção Portuguesa - Núcleo de Lisboa
   19/Fevereiro/2014

--
________________________________________
AIT-SP / Núcleo de Lisboa
Apartado 50029
1701-001 Lisboa
PORTUGAL
Tel. +351 96 847 62 69

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Orangotangos sob ataque!


Caros amigos e caras amigas,
Os orangotangos do planeta estão por um fio, e cientistas dizem que não temos muito tempo antes de sua completa extinção. Um plano brilhante, no entanto, poderá salvá-los se todos nós contribuirmos com o que pudermos.

Um terreno que faz um “corredor” conectando dois habitats essenciais dos orangotangos nos pantanais da ilha de Bornéu está a um passo da destruição. Salvar esse terreno poderia significar a diferença entre a vida e a morte de incontáveis orangotangos, que necessitam de trechos contínuos de florestas e árvores para sobreviverem. ONGs preservacionistas e grupos locais anunciaram, corajosamente, que comprarão esse trecho de terra de modo a protegê-lo para sempre, mas para isso é necessário dinheiro suficiente para vencer as companhias famintas por lucro que desejam avançar sobre estas terras e destruí-las.

Esse é o momento para o qual a comunidade da Avaaz nasceu – nosso modelo único de arrecadação pode nos permitir o financiamento rápido desse santuário crucial e a criação de um fundo para defender outras regiões-chave ao redor do mundo.

Clique para contribuir com o que você puder, processaremos sua doação apenas se conseguirmos arrecadar dinheiro o suficiente para comprar o terreno:
   
       
Orangotangos estão entre nossos parentes mais inteligentes e empáticos – o significado de seu nome é “pessoa da floresta” em malaio. Eles gastam 90% do seu tempo perambulando e escalando árvores (a envergadura dos braços de um macho pode chegar a mais de dois metros!) – ou mesmo dormindo no alto de copas de árvores frondosas que fazem de ninhos, usando as grandes folhas das árvores como se fossem guarda-chuvas quando chove. No entanto, com o aumento da demanda de óleo de palma para foguetes e a destruição de mais e mais florestas pelas empresas, suas casas estão literalmente desabando como peças de dominó.

Permitir que nossos orangotangos morram significa não apenas perder uma das criaturas mais majestosas do planeta para sempre, mas também permitir a mudança de todo o ecossistema das florestas tropicais que habitam. Enquanto andam pela floresta comendo frutas, os orangotangos espalham as sementes mata adentro, colaborando para que toda a floresta permaneça saudável e forte.

Em Bornéu, onde 80% do habitat dos orangotangos já foi destruído, mesmo o menor pedaço de terra pode fazer uma enorme diferença, já que pode ligar trechos remanescentes de floresta protegidos. É por isso que esse projeto para salvar os orangotangos é tão relevante: ao conectar uma reserva florestal com um santuário da vida selvagem, podemos utilizar ao máximo cada centavo arrecadado.

Clique para doar – se arrecadarmos dinheiro o suficiente poderemos dá-lo aos grupos locais para que comprem o terreno – e criar um fundo para dar respostas rápidas a momentos em que a defesa da vida selvagem é urgente:
   
       
Por diversas vezes a comunidade da Avaaz se uniu para proteger florestas e espécies muito ameaçadas, da floresta amazônica no Equador e no Brasil até elefantes, rinocerontes e leões ameaçados pela caça ilegal no continente africano. No ano passado, aproximadamente 1,5 milhão de nós nos unimos em um apelo ao governo da Indonésia para proteger sua preciosa população de orangotangos. Agora, nós temos a chance de fazer a diferença de modo expressivo na Malásia, antes mesmo que mais um precioso orangotango morra.

Com esperança e determinação,

Ricken, Mia, Emma, Allison, Christoph, Diego, Mais, Wen-Hua, Oli e todo o time da Avaaz


Mais informações:

Orangotangos mortos ilegalmente na última década: 20 mil. Processos judiciais: zero (Scientific American)
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/orangotangos_mortos_ilegalmente_na_ultima_decada_20_mil__processos_judiciais_zero.html

Mineração ameaça orangotangos em Bornéu (Planeta Sustentável)
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/mineracao-ameaca-orangotangos-em-borneu/

Desmatamento de floresta no Bornéu isola e afeta orangotangos (Anda)
http://www.anda.jor.br/18/04/2013/desmatamento-de-floresta-no-borneu-isola-e-afeta-orangotangos

Filhotes órfãos de orangotango são resgatados em Bornéu (Ig)
http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2013-04-10/filhotes-de-orangotango-sao-resgatados-apos-cacadores-matarem-pais.html


A Avaaz é uma rede de campanhas globais de 33 milhões de pessoas
que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 18 países de 6 continentes, operando em 17 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.

Você está recebendo essa mensagem porque assinou a campanha "Apagão -- Salve a Internet Hoje" no dia 2012-01-14 usando o seguinte endereço de email: jaime.crespo.2011@gmail.com.
Para garantir que as mensagens da Avaaz cheguem à sua caixa de entrada, por favor adicione avaaz@avaaz.org à sua lista de contatos. Para mudar o seu endereço de email, opções de idioma ou outras informações pessoais, entre em contato conosco, ou clique aqui para descadastrar-se.


Para entrar em contato com a Avaaz, não responda este email, escreva para nós no link www.avaaz.org/po/contact.

La Malatesta - vie14, El caso Rocío. La historia de una película secuestrada por la transición


viernes 14 febrero, 19:30h.

El caso Rocío. La historia de una película secuestrada por la transición

Charla-presentación del libro por Julio Reyero.

ROCÍO ha pasado a la historia como la primera película secuestrada judicialmente en el Estado español tras la derogación de la censura cinematográfica en 1977. Dirigida por Fernando Ruiz Vergara y estrenada en 1980, a día de hoy continúa censurada por la sentencia del Tribunal Supremo en 1984, que condenaba a su autor por delitos de injurias a quien la película apuntaba como cabecilla de la brutal represión en el pueblo de Almonte, cuna de la romería del Rocío, durante el golpe militar de 1936...

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Novedades en catálogo
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Sobre el poder y la ideología
La obra monumental del autor ha merecido en 1988 el premio Kyoto, el equivalente al Nobel para "ciencia básica". Chomsky ha estudiado sobre todo dos temas: el "problema de Platón" (¿cómo sabemos tanto a partir de tan pocos datos?) y el "problema de Orwell" (¿cómo se logra que cerremos los ojos a datos obvios?)...
16.00€

Un resquicio para levantarse. Historia subjetiva del APRE Javier Ávila Navas.
En este libro nos cuenta su autor, llamado el Niño, sencilla y directamente, su vida. Pero hay vidas y vidas. Esta es la de un rebelde cuya forma de ser le lleva a participar en la creación de situaciones de las que dan qué pensar. Habiendo sido "cliente", desde muy jovencito, de las instituciones punitivas estatales, se enfrentó siempre a ellas con impulso refractario y autoafirmativo, intentando y logrando la fuga en numerosas ocasiones...
8.00€

Al Margen nº88
Publicación de debate libertario. Año XXII, invierno 2013.
EDITORIAL: El que esté libre de piedras que tire la primera estupidez EL SUPERVISOR INTERNO: En qué estaría yo pensando LOS ÚLTIMOS DE LA CLASE: Españistán, país de maquilas para Europa...
2.00€

La otra historia de la guerra de Vietnam Jonathan Neale.
Este es un libro sobre la guerra de Vietnam vista a través de los ojos de los que combatieron en todos los frentes: los campesinos y guerrilleros vietnamitas que lucharon para construir un mundo mejor, la población estadounidense que se movilizó para parar la máquina militar, y los soldados rasos del ejercito norteamericano que poco a poco se posicionaron en contra del conflicto y sabotearon la política militar de su país...
18.00€

Compte enrere. La història de Salvador Puig Antich Francesc Escribano Royo.
Compte enrere reconstrueix i ens fa viure un episodi clau de l' última etapa del franquisme: l'execució d'un presoner polític que era un enemic per al règim però que també era molt molest, potser, per a la majoria de forces de l'oposició. A través d' una narració àgil i captivadora, Compte enrere forneix un retrat no solament polític, sinó també personal, de Salvador Puig Antich. Com molts joves de la mateixa generació, i com els seus companys del MIL, ell era fill de vençuts de la guerra i de la postguerra, i va voler enterrar l'herència rebuda per viure sense por...
8.95€

Salvador Puig Antich, cas obert. La revisió definitiva del procés Jordi Panyella.
Tots els testimonis expliquen tota la veritat. El llibre definitiu sobre el cas Puig Antich.
Salvador Puig Antich va ser executat el 2 de març de 1974, ara fa quaranta anys. Amb l’ajusticiament culminava un procés judicial que va ser una gran farsa i on es va negar a Puig Antich el més elemental dret de defensa. La manipulació del cas va arribar fins al punt que la justícia militar va permetre a la policia franquista alterar el contingut del sumari fent desaparèixer documents, proves de càrrec que exculpaven l’acusat...
19.90€

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LaMalatesta
c/Jesús y María, 24
28012, Madrid. Tlf. 915391007
(L-V: 10:30h a 14h y 17h a 21h)
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