DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Manifesto 3D


Pela Dignidade, pela Democracia e pelo Desenvolvimento: Defender Portugal

É tempo de defender Portugal de resgates que o empobrecem, desesperam e põem em perigo a liberdade e a democracia. É tempo de recusar a submissão passiva de Portugal a uma União Europeia transformada em troika permanente. Precisamos duma alternativa política que dê força e sentido prático à resistência e ao protesto. Os portugueses precisam de uma maioria para governar em nome da dignidade, da democracia e do desenvolvimento. É tempo de juntar forças.

É possível uma alternativa política aos resgates e à austeridade e há, para isso, um programa político claro e com entendimentos abrangentes. O tempo urge e os apelos à unidade devem ter consequências. Para impulsionar a construção desta maioria democrática, as forças políticas, movimentos e pessoas que já hoje podem e querem convergir não têm de esperar por entendimentos entre toda a oposição democrática. Têm de dar passos que favoreçam a acção conjunta, desde já, no plano político e eleitoral.

As bases programáticas da convergência já existem. A prioridade é o respeito pela democracia e pela Constituição, impedindo que os interesses da finança se sobreponham aos direitos dos cidadãos. Estamos de acordo quanto à necessidade de pôr travão à austeridade e renegociar a dívida. De impedir o sufoco de novos resgates e memorandos, com esse ou outro nome. De devolver dignidade ao trabalho, começando por actualizar o salário mínimo e garantir a negociação colectiva. De combater as injustiças na distribuição do rendimento e da riqueza, moralizando o sistema fiscal. De erradicar a pobreza. De reafirmar que a saúde, a educação e as pensões não são mercadorias e que o Estado Social não está à venda. De preservar o carácter público da água, dos serviços postais e dos transportes colectivos.

Também convergimos na vontade de impedir que a União Europeia seja um espaço não-democrático, baseado na relação desigual entre ricos e pobres, credores e devedores, mandantes e mandados. Na necessidade de defender Portugal das exigências de um tratado orçamental, que impõe o empobrecimento, a dependência e o declínio.

A nossa proposta é clara: desenvolver um movimento político amplo que no imediato sustente uma candidatura convergente a submeter a sufrágio nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

Defendemos a constituição de uma lista credível e mobilizadora, que envolva partidos, associações políticas, movimentos e pessoas que têm manifestado inquietação, discutido alternativas e proposto acção.

Temos como objectivo construir um movimento político que seja o mais amplo possível. Uma plataforma abrangente e ao mesmo tempo clara é realizável a partir das bases programáticas que enunciámos. Ela deve ser levada a sufrágio para lhe dar voz e força. Enquanto cidadãos e cidadãs sem filiação partidária, mas nem por isso menos empenhados e politicamente activos, estamos prontos a fazer a nossa parte.



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Avaaz


Cara comunidade da Avaaz,
Este talvez seja o email mais importante que eu já escrevi para nossa comunidade.

A cientista Julienne Stroeve estuda o gelo da região do Ártico há décadas. Todos os anos no verão ela viaja para o norte para medir a quantidade de gelo derretido. Ela sabe que as mudanças climáticas estão contribuindo para o gelo desaparecer rapidamente, mas durante sua última viagem ela ficou ainda mais surpresa com o que viu. Grandes áreas onde antes existia apenas gelo estavam descobertas – é pior do que imaginávamos.

É sobre isso que os cientistas têm nos alertado. À medida que a terra aquece, surgem "pontos de ebulição" que aceleram o aquecimento descontroladamente. O aquecimento derrete o gelo do mar do Ártico e destroi um grande "espelho" branco que antes refletia o calor para fora da nossa atmosfera. Mas com o derretimento, o calor é retido nos nossos oceanos, contribuindo para derreter mais gelo, em um efeito dominó. Tudo fica fora do controle. Em 2013, tudo – tempestades, temperaturas – chegou a níveis jamais vistos.

Podemos impedir isso se agirmos rápido e em conjunto. Diante desse pesadelo que pode nos levar à extinção, poderemos criar um futuro inspirador para nossos filhos e netos. Um futuro verde, limpo e em equilíbrio com o planeta que permite a nossa vida.

Temos 24 meses até a Conferência de Paris, escolhida por líderes de governo como o momento para determinar o destino de nossos esforços para acabar com as mudanças climáticas. Parece muito tempo mas não é. Serão 24 meses para colocar as pessoas certas no poder, levá-las para a conferência, mostrar-lhes um projeto, fazê-las se responsabilizarem por ele e se comprometerem com a transparência. Somos nós contra as empresas de petróleo e o cinismo. É possível vencer. Temos de vencer. Mas para isso precisamos dar a largada nesta corrida com toda a nossa energia e dezenas de milhares de promessas de apoio -- somente processaremos sua doação se atingirmos a nossa meta. Para alcançarmos o mundo com o qual sonhamos, vamos tornar isto realidade:

Clique aqui para se comprometer com o que puder, nós somente processaremos sua doação se alcançarmos nossa meta de 50,000 mantenedores:



O cinismo a respeito das mudanças climáticas não é só inútil, como também atrapalha as pessoas que acreditam em mudanças. Já passou da hora, mas ainda temos condições de parar esta catástrofe, trocando a exclusividade do carvão e do petróleo em nossas economias por outras fontes de energia. Isso vai unir as pessoas em todo o mundo ainda mais: um comprometimento profundo e em cooperação para proteger o nosso planeta. É uma perspectiva muito bonita e o tipo de futuro que a comunidade da Avaaz nasceu para criar.

Vamos precisar de todo o amor, esperança e inteligência coletiva que temos em mãos. O plano é o seguinte:
1. Tornar a questão política, elegendo líderes do clima. Três países de fundamental importância terão eleições no próximo ano. Vamos garantir que as pessoas certas vençam nas urnas e tenham as propostas ideais. A Avaaz é uma das poucas organizações de lobby global que pode mergulhar na esfera política. E já que essa luta vai ser decidida numa arena política, possivelmente seremos nós contra as empresas de petróleo disputando qual será o rumo tomado pelos nossos políticos.

2. Dar força a François Hollande. O presidente francês será o anfritrião da Conferência de Paris, uma posição de poder. Temos de esgotar todas as táticas e canais de comunicação -- seus amigos e família, seus eleitores e conselheiros -- para torná-lo um herói e dar a ele força para conduzir a conferência ao sucesso.

3. Partir para novos desafios. O tamanho desta crise exige ações que vão além de campanhas ocasionais. Chegou a hora de executarmos ações fortes, diretas, não-violentas e que capturem o imaginário popular, explicitem a urgência do problema e motivem outras pessoas a agirem também. Algo como o movimento "Occupy".

4. Combater os estraga-prazeres. Bilionários como os irmãos Koch nos EUA e as empresas de petróleo são os maiores estraga-prazeres quando se fala em combater as mudanças climáticas. Eles alimentam a opinião pública com pesquisas científicas fajutas que confundem as pessoas e gastam milhões de dólares em publicidade enganosa, além de comprarem os políticos aos montes. Por meio de um trabalho de jornalismo investigativo, precisamos expor e contra-atacar os atos de irresponsabilidade destes grupos.

5. Definir o que será o acordo. Mesmo diante de uma catástrofe planetária, 195 governos em uma sala podem simplesmente não chegar a uma solução. Precisamos investir em aconselhamento político de alta qualidade para desenvolvermos estratégicas inteligentes, mecanismos e compromissos bem delineados. Assim, quando a conferência começar, a maioria dos chefes de estado já terá sido convencida de grande parte do acordo e ninguém poderá dizer que não existem boas soluções para as mudanças climáticas.
Precisamos que milhares de nós façamos pequenas doações para dar a largada neste plano. Não importa a quantia, ou a escolha. Podemos sonhar, e podemos agir:

Durante a última grande conferência climática, em 2009, na cidade de Copenhague, a nossa comunidade teve um papel fundamental nas "eleições climáticas" do Japão e da Alemanha e na mudança da política climática do Brasil, além de termos ajudado a conseguirmos a vitória por um acordo financeiro global no qual os países se comprometeram a doar 100 bilhões de dólares por ano para os países pobres combaterem os efeitos das mudanças climáticas. Naquela época, a Avaaz tinha apenas 3 milhões de pessoas. Após Copenhague, descobrimos que precisávamos ser um pouco maiores para ficar no nível do desafio imposto pelas mudanças climáticas. Agora somos 32 milhões, e crescemos à velocidade de dois milhões de membros por mês.

As mudanças climáticas são um problema de ação coletiva mundial que requer a cooperação de todos os governos do mundo. Com os milhões de nós unidos em uma visão comum e espalhados por todas as nações, a Avaaz é a solução para uma ação coletiva. Chegou a hora de construirmos um mundo para nossas crianças cuja beleza esteja à altura dos nossos sonhos. Vamos dar o primeiro passo juntos.

Com esperança e gratidão por essa incrível comunidade,

Ricken e toda a equipe da Avaaz

MAIS INFORMAÇÕES:

Governos podem chegar a um pacto amplo para o clima em 2015 (Planeta Sustentável)
http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/planeta-urgente/governos-podem-chegar-a-um-pacto-amplo-para-o-clima-em-2015/

Banco Mundial teme que aquecimento global provoque penúria alimentar (Correio Braziliense)
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,3/2013/06/19/internas_economia,372200/banco-mundial-teme-que-aquecimento-global-provoque-penuria-alimentar.shtml

"É em 2015 que o mundo munda" (Portal Ver)
http://www.ver.pt/conteudos/verArtigo.aspx?id=1557&a=Sustentabilidade

O derretimento do gelo no Ártico causa o desequilíbrio metereológico (em inglês) (NBC News)
http://science.nbcnews.com/_news/2013/05/30/18631374-arctic-sea-ice-melt-disrupts-weather-patterns?lite

A "espiral da morte" do gelo no Ártico (em inglês) (Slate)
http://www.slate.com/blogs/bad_astronomy/2013/05/28/arctic_sea_ice_global_warming_is_melting_more_ice_every_year.html

Com a vulnerabilidade do gelo no Ártico, o verão traz uma temporada de derretimento (em inglês) (The Christian Science Monitor)
http://www.csmonitor.com/Environment/2013/0501/With-Arctic-sea-ice-vulnerable-summer-melt-season-begins-briskly-video

Níveis de gelo no Ártico devem chegar aos seus níveis mais baixos em poucos dias (em inglês) (Guardian)
http://www.guardian.co.uk/environment/2012/aug/23/arctic-sea-ice-record-low



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terça-feira, 29 de outubro de 2013

O pior castigo do mundo por ter estuprado alguém?

Dear friends,


Liz, de apenas 16 anos, foi estuprada por um grupo de homens com tanta brutalidade que agora ela está em uma cadeira de rodas. Mas ao invés de prender os estupradores, a polícia pediu que eles cortassem a grama da delegacia e, em seguida, os soltaram. Grupos de direitos das mulheres estão pedindo à comunidade da Avaaz que faça disso um escândalo no mundo todo e ajude Liz a obter justiça. Assine para garantir que mais nenhuma criança como a Liz sofra:

assine a peticao
Liz, de apenas 16 anos, estava voltando pra casa após o funeral do seu avô quando foi cercada por 6 homens que se reversaram para estuprá-la. Em seguida, eles jogaram Liz, que estava inconsciente, em uma fossa de esgoto de 6 metros de altura. A punição por este crime? Os policiais pediram para os estupradores cortarem a grama da delegacia e depois os soltaram!

A aterrorizante história da Liz causou alvoroço em todo Quênia, e, neste momento, alguns políticos e a polícia estão sendo pressionados a fornecer mais esclarecimentos. Mas vários grupos dos direitos das mulheres no Quênia estão dizendo que nada vai mudar de fato, a menos que o governo de seu país sinta a pressão do resto do mundo. Eles estão pedindo ajuda urgente à comunidade da Avaaz para garantir que a justiça seja feita e que o pesadelo vivido por Liz marque o fim da epidemia de estupros no Quênia.

Ninguém foi responsabilizado pelo crime ainda – nem os estupradores, nem a polícia. Podemos mudar isto hoje. Vamos defender Liz antes que os seus estupradores e a polícia saiam impunes. Clique abaixo para buscar justiça por Liz e ajude a garantir que mais nenhuma menina seja alvo de tamanha violência no Quênia:

http://www.avaaz.org/po/justice_for_liz_loc/?bHdqrcb&v=30700

De acordo com a mãe da menina, os estupradores inclusive foram té a casa da Liz para insultar a família. Eles agiram como se estivessem acima da lei, e têm motivos para achar que podem fazer isso. Por causa de uma burocracia ridícula, a polícia registrou o ataque contra Liz como um "simples estupro" e pediu a mãe dela para "limpar a menina", destruindo provas essenciais. Agora os estupradores estão livres e, Liz, em uma cadeira-de rodas.

A história de Liz é um exemplo extremo de um problema muito maior. No Quênia, duas em cada três meninas em idade escolar, e metade dos meninos na mesma idade, já foram vítimas de abuso sexual. No início deste ano, uma decisão judicial única condenou a polícia por ter fracassado ao não fazer o que deveria fazer, e ordenou que eles fizessem valer as duras leis do Quênia contra estupro. O estrupro é proibido em todo o mundo, mas com muita frequência, as leis não são implementadas por aqueles que, na teoria, deveriam proteger nossas crianças. Podemos mudar isso começando pelo caso da Liz.

A polícia diz que eles não tem recursos nem o treinamento adequado para tratar de casos de estupro. Mas não é preciso muito treinamento para saber que cortar a grama não é a punição adequada pelo crime de estupro. Se conseguirmos garantir que estes estupradores e a polícia sejam responsabilizados, poderemos criar um precedente que levará a polícia do Quência a tratar dos casos de estupro como crimes sérios, não como pequenos delitos. Assine agora por mais justiça para Liz e para ajudar a acabar uma guerra contra a vida de nossas meninas:

http://www.avaaz.org/po/justice_for_liz_loc/?bHdqrcb&v=30700

Os membros da Avaaz têm um histórico de combate ao estupro em todo o mundo. Recentemente, na Índia, conseguimos fazer com que o governo se comprometesse a uma campanha de educação milionária para combater este problema no país. Ao passo em que é impossível para nós reverter o que aconteceu com Liz, podemos ao menos impedir que isto aconteça novamente. E nós conseguiremos.

Com esperança e determinação,

David, Anne, Sam, Bissan, Oli, Ricken, Emily e toda a equipe da Avaaz

PS: Liz é um pseudônimo fornecido pelo jornal queniano que revelou este caso e tem sido o nome usado pela imprensa. A foto acima não reflete sua imagem verdadeira.

PPS - Esta campanha foi criada por um membro de nossa comunidade no Quênia. Crie a sua agora e obtenha a vitória sobre quaisquer questões - local, nacional ou global: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?bgMYedb&v=23917

Mais informações
Valente garota luta pela vida enquanto seus estupradores são liberados (em inglês) (The Daily Nation)
http://www.nation.co.ke/lifestyle/DN2/When-rapists-go-scot-free/-/957860/2022572/-/skd9s8z/-/index.html

Má condução de justiça em caso de estupro brutal de gangue chama a atenção sobre polícia queniana (em inglês) (Sabahi Online)
http://sabahionline.com/en_GB/articles/hoa/articles/features/2013/10/18/feature-02

Polícia encerra investigação sobre estupro de menina (em inglês) (The Daily Nation)
http://www.nation.co.ke/news/Police-wrap-up-probe-into-girls-gang-rape/-/1056/2035702/-/format/xhtml/-/4rdyo/-/index.html 

Após marco na decisão de estupro do Quênia, toda atenção sobre a polícia (em inglês) (Globe and Mail)
http://www.theglobeandmail.com/commentary/after-kenyas-landmark-rape-decision-all-eyes-fall-on-the-police/article13545136/

Vítimas de estupro quenianos buscam compensação (em inglês) (IWPR)
http://iwpr.net/report-news/kenyan-rape-victims-seek-compensation

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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Carta aberta ao spgl

caros colegas:
venho uma vez mais intentar obter uma resposta sindical para as medidas estranhas que os conselhos diretivos dos agrupamentos encetaram contra os docentes do 1º ciclo, desde o início do presente ano letivo e para as quais, além de um parecer jurídico, não tenho conhecimento de outras.
Para os que estão fora das escolas e não sabem do que eu estou a falar, passo a explicar:
Desde sempre, mesmo com salazar, os intervalos de 30 minutos entre as atividades letivas, o chamado recreio, sempre foi contabilizado como tempo letivo de serviço, até porque os professores do 1º ciclo nesse horário exercem funções de acompanhamento e vigilância dos alunos nos recreios.
Perante o espanto de todos os docentes, estes foram informados, em alguns agrupamentos, não em todos, que esse tempo passava a ser contabilizado como tempo não letivo, informações sempre dadas por boca, nada escrito e muito menos a respetiva fundamentação escrita suportando juridicamente a medida, até porque aos professores cabem as mesmas funções de sempre durante esses 30 minutos: acompanhamento e vigilância dos alunos durante o tempo de recreio.
Nalguns agrupamentos, a bizarria foi mais longe, como motivado pelas atividades de enriquecimento curricular os alunos passaram a ter não um mas dois recreios diários de trinta minutos, os diretores de agrupamento exigem que os professores façam três dias de acompanhamento e vigilância aos recreios, divididos entre a manhã e a tarde, o que leva ao absurdo de haver professores que acabam de cumprir o seu tempo letivo às 15:00 e são obrigados a regressar à escola para acompanharem o intervalo das 16:00 às 16:30, outros, cumprem o seu dia letivo até às 16:00 mas têm que prolongar a sua estadia na escola até às 16:30, pelo mesmo motivo: acompanhar e vigiar os alunos no intervalo da tarde.
Assim, caros colegas do spgl, gostaria que me informassem das diligências e ações que pensam desenvolver, pois já se está a passar muito tempo e os professores nas escolas desesperam, em solidão, com tanta arbitrariedade.
Cumprimentos
jaime crespo

(sócio nº 62275)

domingo, 1 de setembro de 2013

nem eu!

perante uma lei com redacção propositadamente incorrecta do ponto de vista gramatical e perante a recusa dos principais partidos na assembleia da república em atempadamente tornarem a sua redacção clara e legível para todos, com um só sentido interpretativo, provocando a confusão geral perante as díspares decisões de vários tribunais de círculo, espalhados um pouco por todo o país; resta-nos tomar uma decisão que não necessita de legislação nem de autorização judicial para ser aplicada, apenas carece da nossa consciência: em futuras eleições não votamos em políticos vitalícios, naqueles que teimam em não largar o tacho, saltam de um concelho para outro, de um partido para a "independência", de presidentes de câmara para presidentes de assembleia...
  • leio e oiço que alguns merecem pela excelência do trabalho desenvolvido... mostrem-me um!
retirado do facebook

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

as pulgas


a pulga, inseto minúsculo, tem, entre outras, as qualidades de executar enormes saltos (em relação ao seu tamanho) chega a saltar 33 cm o que daria uma abada ao recordista mundial do salto em comprimento e provoca no animal hospedeiro uma coceira danada.
a infestação de um animal por pulgas pode conduzir à morte provocada por alergia às picadas.

olhando para mim e para o país direi que sofremos ambos de uma infestação pulguenta. eu, sinto uma enorme coceira e pelo país fora é ver os pulos enormes que certos indivíduos executam e que deixariam corado o mais bem preparado Mike Powell (atual recordista mundial do salto em comprimento).
é vê-los a saltar de partido em partido, de câmara em câmara, dos partidos para o estatuto de independentes, da presidência da câmara para a da assembleia municipal, alguns até saltam de... cama em cama!

e a mim a coceira que não me deixa descansar...



jaime crespo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A comunidade Masai - com a Avaaz.org [avaaz@avaaz.org]




Caros amigos,


Em poucas horas, o Presidente da Tanzânia, Jakaya Kikwete, pode dar início à remoção forçada de dezenas de milhares de Masais da nossa terra, para que caçadores possam matar leopardos e leões. Na última vez em que a Avaaz chamou a atenção para o assunto, o presidente engavetou o plano. A pressão global pode impedí-lo novamente. Clique para nos ajudar com urgência:

Sign the petition
Somos os anciãos da tribo Masai da Tanzânia, uma das tribos mais antigas da África. O governo acabou de anunciar um plano de remoção de milhares de Masais das nossas terras, para dar espaço para turistas endinheirados atirarem em leões e leopardos. E essa remoção forçada pode começar a qualquer momento.

No ano passado, quando a primeira informação sobre este plano vazou, quase um milhão de membros da Avaaz se uniram para nos ajudar. A atenção criada sobre o assunto forçou o governo a inicialmente refutar essa ideia e atrasar as negociações em torno deste plano por meses. Mas o presidente esperou até que a atenção internacional dimunuísse, e agora ressuscitou a ideia de tirar nossa terra de nós. Precisamos de sua ajuda novamente, com urgência.

O Presidente Kikwete pode não se preocupar conosco, mas ele mostrou que responde ao apelo da mídia global e da pressão pública! Pode ser uma questão de horas. Por favor, apoiem-nos na luta para proteger nossa terra, nossa gente e os mais majestosos animais do mundo e espalhem isso para todas as pessoas antes que seja tarde demais. Essa é a nossa última esperança:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_the_maasai_loc/?bHdqrcb&v=23510

Nosso povo vive nas terras da Tanzânia e do Quênia há séculos. Nossas comunidades respeitam nossos companheiros animais e protegem e preservam o delicado ecossistema. Mas, durante anos, o governo tem tentado lucrar com isso, oferecendo nossa terra para que reis e príncipes endinheirados do Oriente Médio possam matar. Em 2009, quando eles tentaram invadir nossa terra para abrir caminho para maratonas de caça, nós resistimos, e centenas de nós foram presos e espancados. No ano passado, os príncipes endinheirados atiraram em pássaros nas árvores a partir de helicópteros. Essa matança vai na contramão da nossa cultura.

Agora, o governo anunciou que vai desmatar uma faixa enorme da nossa terra para abrir caminho para o que se propõe ser um corredor de vida selvagem, mas muitos suspeitam que isso é apenas uma desculpa para dar fácil acesso a uma empresa privada estrangeira de caça, e aos seus clientes ricos, para atirarem em animais majestosos. O governo afirma que este novo arranjo é uma espécie de adequação, mas as consequências no modo de vida das pessoas da nossa comunidade serão desastrosas. Milhares de nós poderemos perder nossas raízes, nossas casas, os terrenos em que nossos animais pastam, tudo.

O Presidente Jakaya Kikwete sabe que este negócio vai ser polêmico junto aos turistas que visitam a Tanzânia – uma fonte importante de renda nacional – e não quer que um grande desastre de relações públicas aconteça. Se pudermos urgentemente gerar ainda mais indignação global do que geramos antes, e pautar a mídia sobre isso, sabemos que isso fará o presidente pensar duas vezes. Apoiem-nos agora para exigir que Kikwete dê um fim nessas barganhas:

http://www.avaaz.org/po/stand_with_the_maasai_loc/?bHdqrcb&v=23510

Esta apropriação de terras pode ser o fim dos Masais nesta parte da Tanzânia, e muitos membros de nossa comunidade disseram que preferem morrer a serem forçados a deixar suas casas. Em nome do nosso povo e dos animais que pastam nessas terras, por favor, fiquem do nosso lado para mudar a mente do nosso Presidente.

Com esperança e determinação,

Os anciãos do povo Masai do distrito de Ngorongoro

Mais informações

The Guardian: a fúria dos Masai como plano para atrair turistas do Golfo Pérsico ameaça a sua terra ancestral (em inglês)
http://www.guardian.co.uk/world/2013/mar/30/maasai-game-hunting-tanzania

allAfrica: Apropriação de terra poderá amaldiçoar o 'Fim dos Masaii' (em inglês)
http://allafrica.com/stories/201303290873.html

IPP Media: Esforços frustrados de comunidade Masai para dar espaço à Ortelo Business (em inglês)
http://www.ippmedia.com/frontend/?l=52669

The Guardian: Tanzania refuta plano para expulsar Masai para caça da realeza (em inglês)
http://www.guardian.co.uk/world/2012/aug/15/tanzania-evict-maasai-uae-royals

The Guardian: “Turismo é uma maldição para nós”(em inglês)
http://www.guardian.co.uk/world/2009/sep/06/masai-tribesman-tanzania-tourism

News Internationalis Magazine: “Caçados”(em inglês)
http://www.newint.org/columns/currents/2009/12/01/tanzania/

Sociedade para os Povos Ameaçados: informações sobre a remoção forçada dos Masai de Loliondo (em inglês)
http://lib.ohchr.org/HRBodies/UPR/Documents/session12/TZ/STP-SocietyThreatenedPeople-eng.pdf

FEMACT: Relatório feito por 16 pesquisadores de direitos humanos e pela mídia sobre a violência em Loliondo (em inglês)
http://www.pambazuka.org/en/category/advocacy/58956/print

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terça-feira, 26 de março de 2013

to all workers of iberia

Posted: 25 Mar 2013 04:34 AM PDT

As you know, on March 14, at the height of the protests, the unions present in the Intercentros Committee were summoned to accept or reject the mediator's proposal. Previously, on the 12th, the company had been pressuring unions to sign it and the CNT and the CESHA took the decision to hold strikes on the 25-27 of March to have the possibility to continue to pressure the company, fiven that it seems barbaric to us to cut the staff by 3,141 people and to make abusive cuts for the remaining staff. Not to mention that, in our opinion, this phase is only one more in the strategy og IAF to dismantle Iberia, leaving only one company as leader of the group.


Lamentably, a good part of the unions summoned signed. CESHA and CNT decided to maintain the protests and to see if any unions did not sign and would join or those who were not called because they were not in the Intercentros Committee, like the workers of the different workplaces and delegations.

We have seen that, for different reasons (interests, fear, impotence), that the signing of the agreement and the campaign that the signatories have carried out, has deactivated the opposition movement in a very important way. They have missed a unique and historic occasion to stop an agression of historic scale with the unity and strength of all the unions, all the workers and collectives of Iberia.

In these circumstances, CNT and CESHA concluded that it is best to call off these days of strike. However, we continue believing that it was a grave error to sign this agreement and to continue to degrade our working conditions and cut workplaces. We will try to rebuild the movement, capable of facing new agressions and layoffs. We must not let our guard down and recover the maximum unity.  
Posted: 25 Mar 2013 04:02 AM PDT

A TODOS LOS TRABAJADORES/AS DE IBERIA
Como sabéis, el 14 de marzo, en plena efervescencia de las movilizaciones, los sindicatos presentes en el Comité Intercentros fueron citados para aceptar o no la propuesta del mediador. Previamente, el día 12, la empresa ya se había apresurado a firmarla y desde la CNT y el CESHA se tomó la decisión de convocar huelgas para los días 25, 26 y 27 de marzo para tener abierta la posibilidad de seguir presionando, dado que nos parecía una barbaridad firmar una reducción de plantilla de 3.141 empleados y rebajas abusivas para el resto. Sin contar que, en nuestra opinión, esta fase solo es una más en la estrategia de IAG para desmantelar Iberia, dejando una sola compañía líder del grupo.


Lamentablemente, gran parte de los sindicatos citados firmaron. CESHA y CNT, decidimos mantener las convocatorias hasta conocer las posibles adhesiones de los sindicatos que no quisieron firmar y de los que no fueron llamados por no estar en el C.I., así como de los trabajadores/as de los distintos Centros de Trabajo y de las Delegaciones.

Hemos visto que, por diferentes motivos (interés, miedo, impotencia), la firma y la campaña que los firmantes han hecho, ha desactivado de manera muy importante el movimiento de contestación. Han desaprovechado una ocasión única e histórica, con la unión y la fuerza de todos los sindicatos, todos los trabajadores y todos los colectivos de Iberia, para parar una agresión igualmente histórica.
En estas circunstancias, CNT y CESHA hemos concluido que es mejor desconvocar estos días de huelga. Sin embargo, seguimos creyendo que ha sido un grave error la firma del acuerdo y que seguirán intentando degradar nuestros condiciones y puestos de trabajo, por lo que trataremos de ayudar a recomponer un movimiento vivo y capaz de hacer frente a nuevas agresiones y despidos. Es preciso no bajar la guardia y recuperar la máxima unidad.
Posted: 25 Mar 2013 04:00 AM PDT

Обращение секции CNT к работникам авиакомпании "Иберия"
Как известно, 14 марта, в самый разгар выступлений, профсоюзы, представленные в Комитете, должны были заявить о принятии предложения посредника или несогласии с ним.
До этого, 12 марта фирма уже поспешила подписать его. CNT и CESHA приняли решение назначить на 25, 26 и 27 марта проведение забастовок, чтобы сохранить возможность продолжать давление, поскольку мы сочли варварством подписываться под сокращением трудового персонала на 3141 человека и тяжелым снижением зарплаты для остальных. Не говоря уже о том, что, с нашей точки зрения, это лишь еще один шаг в стратегии компании IAG по демонтажу "Иберии", чтобы остаться единственной лидирующей фирмой в группе.  

К сожалению, большая часть запрошенных профсоюзов подписала это соглашение. CESHA и CNT решили не отказываться от забастовки, чтобы выяснить возможность присоединения к ней тех профсоюзов, которые не захотят подписывать соглашение или которые не запрошены, поскольку они не участвуют в Комитете, а также ожидая реакции со стороны работников на рабочих местах и их делегаций.
Нам пришлось убедиться, что, используя различные мотивы (заинтересованности, страха, бессилия) фирма и организованная подписавшими профсоюзами кампания сумели сбить активность движения протеста. Была упущена уникальная и историческая возможность, путем союза и мощи всех профсоюзов, всех трудящихся и всех коллективов "Иберии" отразить столь же историческое наступление на наши права.
В таких условиях CNT и CESHA вынуждены были придти к выводу, что забастовку в эти дни придется отменить. Тем не менее, мы по-прежнему считаем, что подписание соглашения было тяжелейшей ошибкой и наступление на условия нашего труда и наши рабочие места продолжится. Поэтому мы постараемся помочь восстановить живое движение, способное противостоять новым агрессиям и увольнениям. Важно не терять бдительность и добиться максимального единства.