DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

por uma greve geral europeia

A greve geral Ibérica:
após a marcação de uma greve geral para 14 de novembro, em Portugal, pela CGTP, as centrais espanholas UGT e CC.OO, decidiram também marcar uma greve geral para esse dia, em Espanha, e a que chamaram greve geral Ibérica. as centrais sindicais de Malta, resolveram igualmente marcar uma greve geral para esse dia.
se uma greve geral incomoda muita gente duas incomodam muito mais e três... ai jesus que não pode ser.
perante este cenário bastante favorável a
os trabalhadores e população europeia em geral, de a greve geral de 14 de novembro se poder estender a mais países da união europeia e pela 1ª vez se reunirem condições sérias das populações e trabalhadores derrotarem a troika e os tecnocratas de Bruxelas, qual a resposta da CES (confederação europeia de sindicatos) a este cenário? chama as centrais suas filiadas e aconselha-as não a marcarem greves gerais mas sim a marcarem jornadas de luta!!!
em linguagem de crentes, não façam a peregrinação porque uma procissão basta!
assim é que não vai o movimento sindical a lado algum.
com sindicalistas dados, os trabalhadores, lá vão sempre sendo enrabados.
MOVIMENTO POR UMA GREVE GERAL EUROPEIA, JÁ!



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O ataque contra as nossas condições de vida radicaliza-se! A nossa resistência também!


O ataque contra as nossas condições de vida radicaliza-se! 

A nossa resistência também!


O Cerco a S. Bento do passado 15 de Outubro revelou-se como mais um episódio da crescente radicalização da resistência contra o ataque do Estado e do Capital contra as nossas condições de vida, sob a forma das chamadas medidas de austeridade.


Por demasiado tempo, os trabalhadores e demais explorados e marginalizados deste país sofreram em silêncio esta guerra social sem escrúpulos que nos é movida pela classe dirigente e exploradora. As manifestações do último mês e mesmo alguns movimentos grevistas dos últimos tempos, ainda que plenos de contradições, demonstraram que o desespero levou muitos de nós a perderem o medo e que o ambiente de revolta é generalizado. E é tal a heterogeneidade dos manifestantes e das suas formas de protesto, que se tornaram risíveis quaisquer tentativas das autoridades e de certa imprensa em colar a responsabilidade pelos actos “radicais” a minorias anarquistas.

Enquanto anarco-sindicalistas, estamos com todos aqueles que resolveram tomar a luta nas suas mãos, rejeitando qualquer mediação partidária ou sindical dos que nos dizem representar, mas sempre nos traem em troco de benesses ou posições de poder.

Rejeitamos em absoluto qualquer posição nacionalista ou autoritária no seio deste movimento. A nossa luta é a luta de todos os que são explorados e oprimidos em todo o mundo contra os que nos exploram e oprimem em todo o mundo.

Rejeitamos qualquer objectivo político neste movimento. Sabemos que muitos desejam apenas a queda do governo porque esperam vir a ocupar o seu lugar e, para tal, procuram instrumentalizar as “massas”.


Nós afirmamos que um povo auto-organizado não precisa de Estado e desejamos simplesmente encontrar formas de nos auto-organizarmos, com gente como nós, para a resolução dos nossos problemas pelas nossas próprias mãos, sem políticos nem patrões.

Nem representantes, nem representados!

Auto-organização, acção directa, autogestão!


Associação Internacional dos Trabalhadores – Secção Portuguesa
Núcleo de Lisboa


***********************************
Um dos vídeos de 15 de Outubro: