DECLARAÇÃO DE INTENÇÕES

O que me distingue de um revolucionário, é que este quer mudar o mundo. eu não quero mudar rigorosamente nada, apenas registar a iniquidade humana.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

SPGL



A força de estarmos unidos
1º CEB
Colega, para podermos dar uma melhor resposta às tuas necessidades, existem dois dirigentes para acompanharem a zona onde a tua escola está inserida.
Quando tiveres alguma dúvida, questão ou quiseres marcar uma reunião na tua escola entra em contacto com os dirigentes:
Ana Cristina Martins – anacristina@spgl.pt
ou
Luís d’Amaral – luisdamaral@spgl.pt
Em alternativa, podes telefonar para o
Departamento do 1º CEB do SPGL
213819154

domingo, 18 de setembro de 2011

vida matrix

Matrix clique na seta para ir passando de slide.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

a roubalheira tranquila

Alberto João, falando para os seus assalariados, anunciou ter levado a cabo, nos últimos trinta anos, uma revolução tranquila na Madeira.
Não se coibindo, de mentir, chamar à sua autoria o que são direitos constitucionais, como a educação e saúde para todos e tendencialmente gratuitas, e por isso englobarem o corpus legal nacional e não apenas o jardinismo, mentiu ao seu povo com quantos dentes, incluindo os que são prótese, mordem o charuto, ou será que ele o chupa?
Perante tamanha desfaçatez que fazem os partidos políticos e instituições que nos representam?
O BE e o PCP fazem muita algazarra mas sabem, como diria o outro que falam, falam, mas não (podem?) fazem nada.
O PS assobia para o ar, o PPD/PSD lava dali as manápulas e o CDS/PP passa-lhe o toalhete para as limpar.
O presidente Cavaco está-se a cagar...
Que é um caso político para ser julgado pelo povo madeirense nas próximas eleições regionais. A fatura vamos pagar todos, madeirenses ou não com mais uns impostos, aumentos e cortes...
Caso político? Não! Caso de polícia a merecer uma investigação séria, competente e idónea, o que me parece só poder acontecer com investigadores, delegados do ministério público e juízes vindos de fora. Da Alemanha ou de Inglaterra para que o caso não acabe em águas de bacalhau (ou da Madeira) como tantos outros, devido a fugas de informação, erros processuais, prescrição do caso. Como alguns agentes do futebol que garantem que só haverá arbitragens isentas no campeonato se vierem equipas de arbitragem estrangeiras...
Depois, os segundos e o terceiro ainda tem o descaramento de nos dizer na cara que os culpados da crise somos nós que andámos a gastar à maluca, acima das nossas posses.
Logo eu einh! Que a única extravagância que cometi foi comprar no supermercado um saco de chupa-chupas misto (aqueles que misturam vários sabores), para oferecer à esposa.
Jaula com todos eles, já!
Um político sem nada a esconder... mas com um enorme buraco negro que tudo sorve em seu redor...
Jaime Crespo

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

divulgação - croqui da sede do POUS (ainda existe!)

croqui_sede_POUS

divulgação - Reunião da Comissão pela Proibição doas Despedimentos – 16 de Setembro – 21horas - Instalações do POUS

Reunião 16-09-11

Comissão de Trabalhadores da Tap - comunicado

TAP Comunicado 03CT2011

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Luta de classes no ensino? Ná!

E que dizer da organização das turmas dos 4ºs anos do 1º CEB?
Um mero exemplo:
 uma turma do 4º ano do 1º ciclo, com dezanove alunos, todos com pelo menos uma repetência, quatro com Necessidades Educativas Especiais que não vão ter pelo menos até Janeiro porque o Agrupamento não tem meios para lhes dar o apoio que eles necessitam, alguns deles com historial de conflitualidade com colegas, funcionários e professores.
Como acham que este professor deverá ser avaliado, ou até como e que tipo de trabalho vai conseguir desenvolver? Não sendo hipócrita nem aldrabão?
Mais, que trabalho é possível desenvolver com horário duas vezes semanais, das 9:00 às 17:30 com o mesmo professor e alunos juntos todas estas horas? É este o ensino da exigência? Beneficia o desenvolvimento dos alunos e satisfaz profissionalmente o professor?

Jaime Crespo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

a chantagem do medo como forma de exercer política

Fear And Faith Print By John Lautermilch

Terror, terrorismo, revolta, convulsão social... Ao longo da História, tantas as vezes que estas expressões foram usadas quantos os significantes a elas atribuídos. Normalmente assumindo um significado pejorativo. Significação conotativa, a maior parte das vezes, atribuída pelos vencedores que mandam (re)escrever a História. Aceções atribuíveis tanto a sistemas governativos entretanto caídos em desgraça e seus métodos colocados a nú, como a prosaicos candidatos ao lugar histórico de libertadores dos povos.
De qualquer maneira, existia a seu modo, uma relação causal entre o atributo e o objeto em análise.
Por exemplo: "os regimes nazi e estalinista usaram o Terror como forma de se imporem";
ou, "a luta de guerrilha levada a cabo por Castro e Che Guevara, usou o terrorismo na guerra travada contra as tropas do ditador Batista...";
São exemplos de frases que ouvimos ou lemos referidas ao assunto.
Atualmente, uma nova conotação foi encontrada para qualquer um dos termos acima referidos, quer "per si", ou todos juntos numa terrífica e redundante frase, mas sem que a essa conotação seja atribuído o seu significante, digamos que é usada no vazio.
É um Terror escrito, ou dito, sobre o Terror. Esta é a prática comum de fazer política por políticos que até temos na boa conta de serem Democratas e defensores da Democracia.
Ficando-me pelo caso português, o atual governo aproveitando a ida do Zé Povinho a banhos, implementou (entre aumento de impostos e aumento de produtos e bens de primeira necessidade) um colossal corte nos orçamentos familiares ao qual só se safam os ricos, ou como gostam de dizer os comentadores, a classe alta, pois ao que parece, a classe média há muito que se esfumou entre os vapores desta crise...
Agora que o Zé já regressou dos banhos e fica boqueaberto ao verificar a conta na caixa do supermercado, o preço do passe ou do combustível para que o bolinhas se mova, a fatura da eletricidade, do gás, da água... Perante a possibilidade do Zé e sua Maria se irem manifestar descontentes avenida da liberdade abaixo, ou de entrarem na loucura de aderir a uma greve marcada por uma qualquer central sindical, os políticos, usando a palavra Democracia como eufemismo de vigarice, vem acenar com cenas de ódio social, terror, desacatos, violência...
Primeiro, no domingo passado foi Passos Coelho, hoje Paulo Portas, os dois expoentes principais da troika nacional e que nos está a lixar os bolsos, a avisarem, com todo o bom senso que se lhes conhece, o Zé Povo dos perigos de seguirem os perigosos extremistas de esquerda e deixarem-se levar à arruaça ou à greve que só prejudicam o desenvolvimento (sic..) (engulo em seco) do país!!! Qual país? Qual desenvolvimento? Não explicaram...
Ora o que eles pretendem com esta tática terrorista, a chantagem através do medo, é impedir que pessoas mais moderadas, apesar de fortemente atingidas pelo colossal roubo que tem sido vítimas por parte dos governantes e por isso mesmo dispostas a reclamarem justiça mesmo que isso exija ir para a rua gritar, a intenção deles é como eu dizia amedrontar estas pessoas e evitar que as manifestações engrossem mais que a normal mobilização da CGTP e do PCP, para depois virem reclamar que afinal a maioria do povo revela bom senso e apoia as medidas extremas que o governo vem implementando.
Não se deixem ir em lérias nem se assustem com chantagens, quem já anda acagaçado são eles. Mas deixo aqui o aviso, se as manifestações engrossarem e forem colossais, ide preparados porque mais tarde ou mais cedo eles acabarão por enviar para o meio delas os seus agentes provocadores, encapuçados, vestidos de negro, atribuir-lhes-ão uma qualquer filiação anarquista ou qualquer outra palavra, para eles tudo não passa de um jogo de palavras, conotada com algum extremismo e tentarão ligar a violência aos protestos e por a polícia a dar cargas de porrada no Zé mais na Maria.
Contra a política terrorista da chantagem pelo medo, a nossa resposta só pode ser uma: a afirmação da cidadania e da liberdade, participar em todas as manifestações e aderindo a todas as greves e formas de luta que venham a ser democrática e legalmente agendadas.
Rejeitando radicalismos espúrios mas também a política da mentira e da ameaça.
Vamos à luta!

Jaime Crespo

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

educação e luta de classes


Ontem, no Parlamento, durante um debate sobre o aumento do número de alunos nas salas dos jardins-de-infância, respondendo a perguntas formuladas pelas deputadas Rita Rato, do PCP e de Mariana Aiveca, do BE, o deputado do PPD/PSD, Adão e Silva disse: "vocês, os partidos da extrema esquerda, até para um debate sobre educação, não conseguem resistir e trazer para aqui a luta de classes"!
Então e o senhor deputado Adão deixa os interesses da classe que legitimamente defende à porta da Assembleia? Ou deixa-os pendurados no bengaleiro?
E o que queria dizer um deputado do CDS/PP, não fixei o nome, quando disse que: "quem não é rico não tem tiques de rico"?
Não queria ele dizer que os ricos, por terem dinheiro e o estado do seu lado, podem escolher escolas de qualidade para os seus filhos, enquanto os outros tem que se contentar com a escola dos pobres, a pública?
Ainda para mais quando, pelo menos boa parte das privadas, são pagas com dinheiros do estado, de todos nós!
Pois é senhor deputado Adão, a luta de classes trazida até ao debate sobre educação faz todo o sentido e só é pena não ter sido aprofundado pelos partidos que o deviam fazer (PCP e BE) dado que o mandato que o povo lhes deu para isso foi, pois não é nos bancos da escola que a seleção em classes começa a ser feita?
Claro que com o decorrer da vida alguns conseguem fugir a esses fados e outros deixam-se cair neles.
Outros ainda, usam artimanhas e amizades para subir na vida.
Jaime Crespo

e será possível exterminar-nos?


Segundo o senhor ministro da saúde, os cortes exigidos pelas troikas, a internacional: FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia; mais a troika nacional: PS, PSD/PPD e CDS/PP, podem levar a uma menor disponibilidade de horários para atendimento público nas urgências hospitalares, bem como reduzir os atuais horários de funcionamento dos Centros de saúde.
Já sabe, ou sofre o acidente na hora em que o Centro de Saúde ou as urgências no hospital da zona estão em horário de funcionamento ou vai desta para melhor.


Ou em alternativa, pertence àquela classe da minoria discriminada, os ricos, e dirige-se a um serviço privado e paga pela continuidade da sua vida, se puder...

Disse ainda sua iminência o senhor ministro da saúde que é necessário pensarmos muito bem se o país pode suportar os números atuais de transplantes que salvam milhares de vidas. Claro que ele não se refere a quem tem dinheiro ou amigos influentes e recorre a esse tipo de serviços no estrangeiro.

Será caso para que sua excelência, o senhor ministro da saúde, estudar com urgência máxima se Portugal ainda comporta os centenários dez milhões de portugueses (há cem anos que se diz que os portugueses são este número), ou se não será melhor para a economia do país, exterminar-nos, pelo menos a metade mais pobre e famélica, desempregados a receberem subsídios, doentes a carecerem de tratamento e cirurgias, enfim, parte dos funcionários públicos, como em tempos o nosso presidente já sugeriu?

E sempre sobrava mais espaço e menos empecilhos nativos para por em prática o programa "idoso ao sol" que propõe trazer reformados abastados, do frio da Europa rica do Norte, para o brilhante Sol Lusitano.
Jaime Crespo